Após empate, Riquelme mantém confiança no Boca

O empate por 1 a 1 diante do Corinthians na primeira partida da decisão da Libertadores, na última quarta-feira, em La Bombonera, não era o resultado esperado pelo Boca Juniors. Atuando diante de sua torcida, os argentinos dominaram a partida, abriram vantagem, mas cederam a igualdade no final do jogo.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 09h56

Com isso, o Corinthians jogará por uma vitória simples na partida de volta, no Pacaembu, na próxima quarta, para conquistar seu primeiro título da competição. Apesar do cenário desfavorável, o meia Riquelme, principal jogador do Boca, mantém a confiança em sua equipe e garante que os argentinos podem surpreender em São Paulo.

"Faltam 90 minutos, estamos tranquilos, confiamos no que temos. Agora precisamos descansar e nos preparar da melhor maneira. Nada vai me surpreender. É preciso tranquilidade e confiança, acreditamos que podemos ganhar. Estamos tranquilos, confiamos em nós mesmos", declarou.

O meia se baseia na história do Boca Juniors para ter essa confiança. Das seis conquistas do clube na Libertadores, quatro foram diante de adversários brasileiros (Cruzeiro, em 1977; Palmeiras, em 2000; Santos, em 2003; e Grêmio, em 2007) e em todas estas ocasiões o título foi vencido longe da Argentina.

Para Riquelme, o Corinthians limitou-se a defender e o Boca merecia melhor sorte no jogo da última quarta. Ele ainda criticou a arbitragem do chileno Enrique Osses, que já havia apitado o confronto de volta entre o time argentino e o Fluminense, nas quartas de final, e chegou a chamá-lo de "idiota".

"O árbitro foi idiota. Peitou o Erviti e acho que não tem porque fazer isso com um jogador. Já no Brasil, contra o Fluminense, fez o mesmo e agora repetiu. Espero que não apite nunca mais um jogo nosso", disse. "O Corinthians veio para marcar, defender. Mas a Libertadores também se ganha com os árbitros e puseram um que os ajudou. Contra o Flu já havia tornado nossa vida impossível, então não nos surpreende nada", completou.

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