Martin Ruggiero/AP
Martin Ruggiero/AP

Após escândalo de corrupção, Gana faz acordo com a Fifa para evitar punições

Compromisso foi selado em uma reunião ocorrida em Zurique, na Suíça, entre membros do país africano e o presidente do organismo máximo do futebol, Gianni Infantino

Estadão Conteúdo

16 Agosto 2018 | 16h34

Abalada por um grande escândalo de corrupção, a Associação Ganesa de Futebol (GFA, na sigla em inglês) e representantes do governo de Gana conseguiram entrar em acordo com a Fifa nesta quinta-feira para evitar punições à entidade. O compromisso foi selado em uma reunião ocorrida em Zurique, na Suíça, entre membros do país africano e o presidente do organismo máximo do futebol, Gianni Infantino.

Na última terça-feira, a Fifa havia comunicado que as federações nacionais de Nigéria e Gana tiveram datas estipuladas para apresentar as suas respectivas defesas e evitar suspensões de torneios de seleções, já que são acusadas de estarem sob influência de decisões judiciais de seus países, o que é proibido. A entidade nigeriana tem até a próxima segunda para enviar as suas alegações, enquanto que o prazo dado para a entidade ganesa expiraria no dia 27 de agosto.

A Fifa não permite ingerência de governos na administração de entidades filiadas à ela e o encontro desta quinta, em Zurique, contou com a presença do ministro da Juventude e dos Esportes de Gana, Isaac Asiamah, e outros membros do governo do país africano. Pelo lado da Fifa, além de Infantino, a secretária-geral da entidade, Fatma Samoura, figurou entre os participantes da reunião.

Se fosse punida, a seleção ganesa seria banida de todas as competições internacionais, seja envolvendo disputas profissionais ou de categorias de base. Entretanto, a federação do país se comprometeu a cumprir as exigências da Fifa, que nesta quinta enumerou seis pontos que foram acordados como principais na reunião.

No primeiro destes itens, a Fifa destacou que Infantino e o presidente de Gana comprometeram-se a trabalhar juntos para oferecer liderança na reforma da administração do futebol em Gana e na própria África. A Fifa também informou que estabelecerá um comitê de normalização para substituir o Comitê Executivo da GFA.

A entidade máxima do futebol também revelou que "nomeará pessoas com integridade e competência para constituir a composição do comitê de normalização". Por fim, a Fifa disse que o governo de Gana tomará medidas para interromper o processo de dissolução da Associação de Futebol de Gana.

Anteriormente, uma decisão judicial dissolveu o quadro de diretores da GFA após a veiculação de documentário que denunciou casos de corrupção que envolvem membros que estão à frente da organização, inclusive o seu presidente, Kwesi Nyantakyi, que faz parte do Conselho da Fifa.

A consequência imediata para Gana, se fosse punida, seria a exclusão das Eliminatórias da Copa Africana de Nações, marcada para ocorrer em Camarões, em junho do ano que vem.

 

 

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