REUTERS/Guillermo Granja
REUTERS/Guillermo Granja

Após escapar da polícia em jogo, Valencia faz acordo e poderá atuar pelo Equador

Jogador enfrentava ordem de detenção para liquidar uma dívida de quatro meses de pensão alimentícia no valor de aproximadamente R$ 55 mil

Estadão Conteúdo

07 Outubro 2016 | 13h21

A Justiça do Equador revogou a ordem de prisão e a proibição de deixar o país que haviam sido impostas ao atacante Enner Valencia, que assim poderá viajar com a seleção do país para enfrentar a Bolívia, em La Paz, na próxima terça-feira, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018.

Valencia enfrentava uma ordem de detenção por um período máximo de 30 dias como prazo para liquidar uma dívida de quatro meses de pensão alimentícia para uma filha menor de idade, em um total de US$ 17.134 (aproximadamente R$ 55 mil), além dos juros.

Depois de um acordo entre as partes, a juíza Martha Guerrero emitiu uma decisão, que a agência de notícias The Associated Press teve acesso, que "levanta a medida cautelar como a proibição de saída do país do devedor, Enner Valencia, deixando como garantia real um bem imóvel da sua propriedade", localizada nas proximidades de Guayaquil, a maior cidade do país e onde a criança vive.

Os problemas de Valencia começaram na última quarta-feira, quando um advogado se apresentar no último treinamento do Equador antes da partida com uma ordem de prisão do jogador e exibiu aos policiais que trabalhavam no Estádio Atahualpa a prendê-lo em conformidade com a decisão judicial. Mas a polícia não teve sucesso na sua ação, permitindo que o atacante escapulisse.

Os problemas não impediram o atacante do Everton, da Inglaterra, de atuar na quinta-feira, sendo fundamental para a vitória do Equador por 3 a 0 sobre o Chile. Pouco antes do apito final, Valencia saiu com uma máscara de oxigênio em uma maca e em uma ambulância, enquanto alguns policiais corriam atrás dele para prendê-lo, sem sucesso.

A cena alimentou especulações de que o atleta procurou escapar da ordem de prisão, mas o fato é que se isso ocorreu, foi desnecessário, pois horas antes a juíza do caso levantou as medidas cautelares. O atacante, de 26 anos, não comentou sobre a sua situação.

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