Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Após evitar degola, Palmeiras pode ter novo técnico em 2015

Mesmo garantindo permanência do time paulista na elite do futebol brasileiro, Dorival Júnior pode ser descartado por Paulo Nobre

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2014 | 07h00

Um rebaixamento do Palmeiras não causaria apenas a queda do time de divisão, mas também a demissão do técnico Dorival Júnior. Entretanto, o fato de ter mantido a equipe na elite nacional, não significa que o treinador será o comandante da equipe na próxima temporada. A pressão para que ele saia é muito grande e o presidente Paulo Nobre já não tem mais a mesma convicção de outrora que Dorival é o cara certo para a próxima temporada.

Uma das maiores reclamações dos críticos do treinador é sobre a forma com que monta taticamente a equipe e pelo fato de ter dificuldades em perceber as falhas. A defesa, por exemplo, é um setor que teve muita dificuldade nas mãos do treinador, tanto que foi sob o comando de Dorival que o Palmeiras conseguiu a proeza de levar 6 a 0 do Goiás e terminar o Brasileiro como o time mais vazado.

O técnico tem contrato com o Palmeiras até julho do ano que vem, mas o fato de ter que pagar multa para que deixe o clube não é algo que preocupa Nobre. O que pode ajudar o treinador é o fato dos dirigentes estarem longe de um consenso sobre quem deve ser o novo comandante. A situação é parecida com a do início do ano passado, quando na dúvida entre quem substituiria Gilson Kleina, resolveram manter o comandante.


Algo fundamental para definir o novo treinador é sobre quem será o diretor de futebol. Caso Rodrigo Caetano fosse o escolhido, como parecia acontecer, a permanência de Dorival Júnior e o nome de Abel Braga ganhariam força, já que o dirigente tem uma excelente relação com ambos. O nome de Tite e até de Mano Menezes, que deixa o Corinthians no final do ano, são comentados no clube. Vanderlei Luxemburgo, antigo sonho de Nobre, embora tenha praticamente acertado a renovação de contrato com o Flamengo, é outro que também ganha força.

Antes de qualquer decisão, Nobre pretende chamar Dorival para conversar e saber o que pensa sobre o futuro. A intenção do dirigente é evitar que a negociação para a troca ou manutenção do treinador não se torne uma novela, como aconteceu quando Kleina renovou contrato. Algo que dificilmente o presidente vai repetir é fazer uma aposta no comando da equipe.

A passagem desastrosa do técnico Ricardo Gareca, que em nove jogos no Brasileiro teve sete derrotas, um empate e uma vitória, faz com que Nobre descarte a ideia de apostar em uma novidade. A ordem é, caso Dorival deixe o comando da equipe, apostar em nomes de peso, mesmo que isso signifique inflacionar na folha salarial da equipe. 

O treinador respira aliviado. Mesmo que ele não fique para o ano que vem, pelo menos conseguiu escapar de ser um dos responsáveis por mais uma queda do Palmeiras. Dorival, inclusive, chegou ao clube cercado de desconfiança, após péssimos trabalhos no Vasco e no Fluminense, clubes que acabaram sendo rebaixados após a passagem do treinador. O Tricolor carioca escapou da Série B graças à escalação irregular de Héverton pela Portuguesa.

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