Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Após fim da janela, Brasileirão volta sem grandes mudanças nos elencos

Principal competição do País recomeça com poucas vendas para o exterior

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2017 | 07h00

A bola volta a rolar hoje no Campeonato Brasileiro depois de quase duas semanas de paralisação por causa das Eliminatórias da Copa – com exceção de um jogo atrasado disputado no fim de semana passado – sem mudanças significativas provocadas pela janela de transferências de atletas para o exterior. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o balanço final foi de que o “estrago” nos principais clubes do País foi bem menor.

Em 2016, por exemplo, deixaram o Brasil no meio do campeonato nomes de destaque como Paulo Henrique Ganso, Calleri e Gabigol. Este ano, a principal venda foi a do garoto Vinícius Júnior, do Flamengo para o Real Madrid, por 45 milhões de euros (R$ 167,8 milhões). O atacante, no entanto, ficará na Gávea até julho de 2019 e só vai para a Espanha antes caso os clubes cheguem a um novo acordo.

Na janela de transferências mais bilionária da história, os clubes europeus movimentaram 4,2 bilhões de euros (R$ 15,7 bilhões), mas deram preferência a negociações dentro do continente e não fizeram grandes transações com equipes brasileiras. Depois da venda de Vinícius Júnior, a transação mais cara envolvendo um atleta do País foi a ida do volante Thiago Maia do Santos para o Lille, da França, por 14 milhões de euros (R$ 52,2 milhões).

Além do ex-santista, o clube francês contratou no Brasil o volante Thiago Mendes e o atacante Luiz Araújo (ambos do São Paulo). Foi a equipe que mais jogadores tirou do País no meio da temporada. 

Entre os chamados “gigantes da Europa” (Real Madrid, Barcelona, Juventus, Milan, Inter de Milão, Bayern de Munique, Manchester United e Liverpool) a única transação com o Brasil na janela de transferências encerrada semana passada foi a venda de Vinícius Júnior.

Se em temporadas anteriores os impactos do avanço dos clubes europeus em cima dos jogadores brasileiros provocavam importantes alterações na tabela de classificação, este ano alguns clubes seguraram seus principais jogadores e ainda aproveitaram a abertura do mercado no exterior para se reforçar. Foi o caso do Flamengo, que buscou fora do País o goleiro Diego Alves (Valencia, Espanha), o zagueiro Rhodolfo (Besiktas, Turquia) e o meia Éverton Ribeiro (Al-Ahli, Emirados Árabes Unidos).

Já o Palmeiras foi atrás do atacante Deyverson (Levante, Espanha) e do volante Bruno Henrique (Palermo, Itália).

O Grêmio, que hoje enfrenta o Vasco no Rio e pode diminuir a diferença para o líder Corinthians a apenas quatro pontos (50 a 46), resistiu aos ataques de Sampdoria, Atlético de Madrid, Valencia e Spartak Moscou e manteve no elenco o meia Luan, seu principal jogador. Já o atacante Pedro Rocha acabou seduzido pela proposta do Spartak e foi para a Rússia por 12 milhões de euros (R$ 44,7 milhões).

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