Após final ser suspensa, STJD define futuro do Brasileiro Feminino nesta sexta

O Campeonato Brasileiro Feminino de futebol deveria ter sido definido na quarta-feira à noite, mas a competição está paralisada até que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgue, na sexta-feira, a suposta escalação irregular da meia Gabi Portilho, por parte do São José, na primeira partida da decisão, vencida pelo Rio Preto por 1 a 0

Estadão Conteúdo

26 de novembro de 2015 | 15h05

No entender da promotoria, Gabi deveria cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo, recebido na volta da semifinal contra o Tiradentes. Acatando o pedido, o presidente do STJD, Caio Cesar Rocha, determinou a suspensão da partida que estava marcada para a quarta-feira.

O São José, entretanto, contesta a suspensão. O clube alega que, diante do Centro Olímpico, pela penúltima rodada da segunda fase, Gabi recebeu dois cartões amarelos antes de ser expulsa, o que invalida o amarelo. Assim, ela teria sido advertida em apenas duas ocasiões no torneio.

A promotoria se baseia na súmula do árbitro paulista Vinicius Gonçalves Dias Araujo, que anotou que deu a Gabi o "cartão vermelho direto" ao mesmo tempo que escreveu que a expulsou porque "ela havia sido advertida anteriormente".

O vídeo do jogo, entretanto, mostra claramente Vinicius Gonçalves dando o cartão amarelo, chegando que Gabi já havia sido advertida anteriormente, e só depois sacando o vermelho. Assim, a jogadora tinha condições de jogo na primeira final.

O problema do adiamento da segunda partida da decisão é que no sábado começa a sequência de amistosos da seleção brasileira, com duas partidas contra a Nova Zelândia e um quadrangular em Natal, na Arena das Dunas. O São José tem seu pilar na volante Formiga, enquanto a goleira do Rio Preto é Luciana e as duas foram convocadas.

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