Após golaço, santista Zé Roberto diz que ficou surpreso

Apesar de já estar com 32 anos, Zé Roberto disputa a sua primeira Copa Libertadores da América. E para comemorar o feito e a classificação quase antecipada do Santos para às oitavas-de-final - o time bateu o Gimnasia y Esgrima por 3 a 0 nesta quarta - nada melhor que um golaço de cobertura sobre um goleiro argentino.Antes de deixar o gramado da Vila Belmiro, o camisa 10 admitiu que não esperava marcar o gol pela dificuldade do lance - ele estava na ponta da área e chutou no canto oposto para superar Carlos Kletnicki. "Não tinha ângulo e, como o goleiro saiu do gol, não tinha muito o que fazer. Dei o toque por cima e consegui acertar. Ainda dei uma olhada para o gol, quase não acreditei", comentou o jogador. "Para fazer um gol assim, temos que tentar o lance. Para você passar por cima das dificuldades, tem que tentar sempre. Tentando, os acertos, às vezes, superam os erros. Estava sem opção e sem ângulo. Faz um tempo que estava tentando essa jogada nos treinos e não conseguia", acrescentou Zé Roberto, que havia feito o seu primeiro gol na competição sul-americana sobre o Defensor Sporting, do Uruguai.Segundo o meia, o Santos não teve uma boa atuação em relação ao clássico com o São Paulo, no último domingo - empate por 1 a 1. "Vínhamos de um jogo cujo cansaço tomou conta. No segundo tempo até fomos melhores, porque conseguimos tocar mais a bola do que no primeiro. O Vanderlei [Luxemburgo, técnico da equipe] nos orientou para tocar mais a bola. A equipe está de parabéns e agora é pensar no Paulista", disse o jogador, lembrando a partida do fim de semana com o Ituano, fora de casa.Já Luxemburgo elogiou a atuação do camisa 10. "É um lance para se bater palma [o do gol]. Quando surge uma jogada bonita como essa, só temos que aplaudir. É jogada típica de alguém que tem talento. Dá gosto de vê-lo jogar. Sempre achei o Zé [Roberto] um jogador muito bom para ficar longe da área. Por isso que ele joga mais solto aqui no Santos", comentou o treinador, que também disse que a exaustão dos jogadores atrapalhou."A equipe entrou pesada no início porque não teve tempo para se concentrar. Na etapa final, eles viveram a expectativa da Libertadores. É uma competição diferente. Vamos brigar pela primeira colocação para ter vantagens nas finais da competição", comentou. Ele criticou o comportamento dos torcedores santistas, que atiram objetos nos jogadores argentinos. "Tem que parar essa má educação dos torcedores. Tem que torcer pela sua equipe. Você vê essa agressividade desnecessária. Não gostei não. Cabe a nós tentar interferir, mas acho que é um problema do futebol e do Brasil. A coisa não deveria ser assim."

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