Após goleada, Adilson pede demissão e deixa o comando do Vasco

Diretor Rodrigo Caetano confirma queda do treinador da equipe após a derrota para o Avaí, por 5 a 0, no Estádio São Januário

O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2014 | 19h21

A irregularidade do Vasco nas últimas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro e também nos compromissos da Copa do Brasil e, principalmente, a goleada sofrida neste sábado - 5 a 0 para o Avaí, em São Januário - levaram o técnico Adilson Batista a pedir demissão do comando do time carioca no início da noite desta sábado.

O diretor de futebol Rodrigo Caetano foi quem comunicou publicamente a decisão. Ele disse que Vasco e Adilson chegaram a um consenso. "É com muito pesar que anuncio isso, a saída do treinador. Adilson honrou o clube. Nós compreendemos e aceitamos as críticas das arquibancadas", declarou Caetano, que comentou não concordar com a saída de treinadores em meio a competições. "Sou contrário a mudanças assim. Não estou convicto de que tenha sido a melhor decisão."

Durante o jogo deste sábado, em São Januário, Adilson foi intensamente vaiado e ofendido pelos torcedores. E as manifestações contrárias ao treinador cresciam à medida que o Vasco levava gols - foram cinco na partida. No meio de semana, quando o Vasco apenas empatou com o ABC por 1 a 1 em São Januário, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o treinador também ouviu hostilidades. Ele, porém, acreditava na reabilitação da equipe neste sábado, o que acabou não acontecendo.

Com o placar de 5 a 0, Adilson se antecipou à diretoria e pediu demissão, antes mesmo de uma tentativa de acomodar a situação. Foi o terceiro tropeço seguido do Vasco na Série B. Antes, perdera para o Vila Nova e empatara com o Icasa. Assim, o time saiu neste sábado do G-4, a zona de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro.

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