Alex Falcão/Agência Estado
Alex Falcão/Agência Estado

Após goleada, torcedores picham loja do Corinthians

Jogadores são os principais alvos da torcida: técnico Tite é 'poupado'

O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2013 | 08h41

SÃO PAULO - Os oito jogos sem vitória e a goleada sofrida diante da Portuguesa por 4 a 0 neste domingo foi o começo de uma semana tensa no Corinthians. Além dos maus resultados, que deixam o clube na 13ª colocação do Campeonato Brasileiro, jogadores e diretoria agora devem ter paciência e precaução com a torcida. Na noite deste domingo, logo após a surra em Campo Grande, alguns torcedores cometeram atos de vandalismo na sede do clube. Com mensagens ofensivas a jogadores como Alexandre Pato e Emerson Sheik, os vidros e portões da loja oficial do Corinthians, localizada dentro do Parque São Jorge, amanheceram pichados.

Mensagens como "Acabo paz (sic)","Fora Sheik bixarada (sic)" foram escritas no portão da loja, em referência ao atacante Emerson, que já tinha virado alvo de parte da torcida por causa de uma foto que ele postou nas redes sociais dando um selinho em um amigo. Alexandre Pato foi citado com palavras ofensivas, com palavrões, em frases que davam ênfase ao fato de o jogador, que chegou do Milan da Itália, por R$ 40 milhões, não estar rendendo o investimento feito pela diretoria do Corinthians. Apesar das pichações, as ameaças e xingamentos aconteceram pela primeira vez ainda em Campo Grande.

Na saída do ônibus corintiano do Estádio Pedro Pedrossian, cerca de 15 torcedores protestaram contra os jogadores - o Corinthians perdeu de 4 a 0 e se distanciou do G-4. Além de Emerson Sheik, outro atleta cobrado foi o atacante Romarinho. O técnico Tite, ameaçado de demissão, foi 'poupado' pelos corintianos mais exaltados. Para evitar qualquer tipo de confusão, a Polícia Miliar do Mato Grosso do Sul fez a escolta do ônibus do Corinthians até o hotel, onde o elenco estava hospedado.

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