Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

Após lançamento, São Paulo começa a decolar no sócio torcedor

Clube foi o mais cresceu em julho e mira chegar à quinta posição

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

03 de julho de 2015 | 07h00

O São Paulo terminou o mês de julho como líder de um ranking no futebol nacional. Mesmo irregular no Campeonato Brasileiro, o clube foi o que mais teve adesões no programa de sócio torcedor. Foram 15,3 mil ingressos de novos participantes, índice que superou a expectativa da diretoria e representa 21% do total do quadro de sócios.

O lançamento dos novos planos de sócio torcedor, em 14 de julho, impulsionou o time do Morumbi a saltar da oitava para a sexta posição no ranking do Movimento por um Futebol Melhor. Para alcançar o Cruzeiro, faltam 600 novos torcedores, algo que o São Paulo deve conseguir em breve. Até a noite de sexta-feira o time tinha 71.069 seguidores.

O clube foi o primeiro do Brasil a criar um programa de fidelização dos torcedores, em 1999, mas admitiu ter sido superado por outras equipes. Em 2015 a diretoria decidiu renovar o projeto e em vez de três opções de planos para sócios torcedores, passou a oferecer oito a partir de 14 de julho. Após o lançamento, em um único dia registrou 5 mil novas adesões e em duas semanas, teve 15 mil novos participantes.

"Antes tínhamos cancelamento do programa após as derrotas do time. Agora não mais. Estamos crescendo acima da expectativa", disse ao Estado o vice-presidente de comunicações e marketing, Douglas Schwartzmann. De acordo com o dirigente, em dias após as vitórias do São Paulo cerca de 200 novos torcedores aderem ao programa. Já quando a equipe perde, a procura diminui: a média é de 80 ingressantes.

Até o final do ano passado o São Paulo tinha 36,9 mil sócios. Segundo o Movimento por um Futebol, isso gerava uma expecativa de receita com o programa de R$ 13 milhões/ano, com ticket médio de R$ 30 mensais. Agora, com cerca de 71 mil sócios, a estimativa de receita é de R$ 25 milhões.

A meta do clube é mais ambiciosa. Até o fim da temporada o São Paulo quer chegar a 110 mil novos sócios e gerar uma receita anual de R$ 40 milhões, montante que compensaria a ausência de um patrocinador master.

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