Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Após liberação, vândalos do jogo do Palmeiras vão responder por dano e tumulto

Torcedores atiraram pedras no ônibus do clube antes da partida diante do Junior Barranquilla, quarta-feira

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2019 | 04h30

Dois torcedores detidos na noite da última quarta-feira após os ataques ao ônibus da delegação do Palmeiras ao Allianz Parque já foram liberados depois de assinarem termo circunstanciado, registro para crimes de menor relevância, na noite desta quinta-feira.

Lucas Andrade de Oliveira e Igor Pereira Nogueira foram detidos por dano e por promover tumulto. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a ocorrência foi encaminhada para o Juizado Especial Criminal. Os dois foram atuados pelo artigo 163 do Código Penal (Dano) e artigo 41 do Estatuto do Torcedor (Promover tumulto) e devem comparecer perante o juiz.

Segundo termo assinado pelos detidos, que permaneceram em silêncio e nada disseram sobre o ocorrido, "ambos foram autuados à luz da Lei 9.099/95 como incursos as penas do artigo 163 do Código Penal (Dano) e artigo 41, b, II do Estatuto do Torcedor (Promover Tumulto), assinando Termo de Compromisso de comparecimento em juízo, oportunamente, para livrar-se soltos".

Antes da partida contra o Junior Barranquilla, pela Libertadores, o ônibus que levava os jogadores e a comissão técnica foi atingido por pedras, latas e garrafas. Ninguém se feriu, mas uma das janelas do ônibus foi quebrada. Após o ataque, o Palmeiras venceu o jogo por 3 a 0.

Durante a partida, a diretoria do Palmeiras foi informada pela Polícia Militar que conversas encontradas nos celulares de alguns detidos programavam uma emboscada na saída do estádio. Por conta disso, a segurança para a saída do ônibus da arena foi reforçada. 

O Palmeiras emitiu nota oficial condenando a emboscada sofrida pelo ônibus da delegação alviverde. O clube se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “Condenamos a covarde agressão sofrida pela delegação da Sociedade Esportiva Palmeiras a caminho do Allianz Parque na noite desta quarta-feira. Esses vândalos não representam a torcida do Palmeiras. O lamentável ataque ao ônibus da delegação foi denunciado à Polícia Militar para que sejam tomadas as devidas providências com nossa total colaboração.”, diz trecho do documento.

Logo após a partida, Felipão garantiu que o vandalismo não abalou o grupo. “Não tenho medo de bandido, ninguém tem aqui. Tenho respeito pelo clube e pelo nosso torcedor”, disse o treinador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.