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Após morte de filho, jogador inglês escapa de punição por cocaína

Federação absolve por situação de 'natureza específica e única' 

Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2015 | 14h57

A Associação de Futebol da Inglaterra (FA) decidiu não punir o meia Jack Livermore por uso de doping. O jogador do Hull City foi flagrado em exame pelo consumo de cocaína, mas acabou absolvido pela "natureza específica e única das circunstâncias", fruto de um grande drama familiar.

Livermore foi flagrado no exame antidoping realizado após a partida diante do Crystal Palace, em abril, ainda pelo Campeonato Inglês (o Hull City seria rebaixado ao fim da competição). No mês seguinte, mais precisamente na madrugada de 19 de maio, o filho recém-nascido do meia foi declarado morto, menos de 24 horas após seu nascimento.

A FA considerou que o trágico acontecimento teve efeito avassalador sobre o atleta, que chegou a admitir o uso da droga e a consciência sobre o que estava utilizando. A entidade julgou que não houve "culpa ou negligência" e que "nas circunstâncias dadas não seria aconselhável aplicar qualquer tipo de suspensão".

Em casos deste tipo, a punição padrão é de dois anos de gancho. Mas assim que a FA se manifestou oficialmente sobre o caso nesta quinta-feira, o Hull City anunciou que também não aplicaria qualquer tipo de sanção ao jogador, que foi imediatamente reintegrado ao elenco.

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