JB Neto/AE
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Após morte, promotor volta a defender torcida única

Paulo Castilho quer evitar encontros de torcidas nos trajetos para os grandes clássicos da capital paulista

AE, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 14h16

Um dia após um conflito de torcedores causar a morte do palmeirense Alex Fornan de Santana, de 29 anos, e deixar 20 feridos apenas em um dos conflitos com são-paulinos ocorridos no último domingo, o promotor público Paulo Castilho, responsável por combater a violência nos estádios de São Paulo, voltou a defender, nesta segunda-feira, a entrada da torcida de apenas um time nos grandes clássicos.

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"A torcida única resolveria o problema porque, se tivesse torcida única, não teria esse encontro de torcidas nos trajetos que as levam até os estádios", justificou Castilho, em entrevista para a ESPN Brasil.

O promotor ainda admitiu que apenas o trabalho ostensivo que é realizado pela Polícia Militar nos arredores dos estádios e nos trajetos que levam aos estádios, nos dias de jogos, não é suficiente para conter a violência entre torcedores. "A polícia faz um belo trabalho, faz reunião preventiva, acertos, itinerários, escolta, mas não há como monitorar conflitos em uma cidade que tem 15 milhões de habitantes", ressaltou Castilho.

O promotor cobra uma participação também da Polícia Civil para poder identificar os infratores e tratá-los como criminosos e não apenas como torcedores que cometem delitos e depois acabam sendo soltos após ser detidos.

"Precisamos de uma Polícia Civil especializada, para que todos os casos possam estar concentrados nas mãos de um único juiz de direito, um único promotor", reforçou Castilho, revelando que já tomou a primeira providência para identificar os torcedores que cometeram crimes.

"Hoje (segunda-feira) de manhã eu liguei para o (Rogério) Zagallo, que é o quinto promotor do tribunal do júri de São Paulo, falando dos problemas, pois isso (esse tipo de crime) é de competência do promotor do júri. Isso para mim é formação da quadrilha", disse.

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