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Após não de Arce, Dorival Júnior vira a bola da vez no Palmeiras

Treinador que está parado desde o final do ano passado é o mais cotado para o lugar de Kleina

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2014 | 07h56

SÃO PAULO - A novela da definição do novo técnico do Palmeiras pode levar mais uma semana. Pelo menos é o que projeta a diretoria. As conversas com os treinadores preferidos estão na reta final e ontem o clube recebeu uma recusa que pegou a todos de surpresa. O ídolo Arce não quis nem ouvir o que o Palmeiras poderia lhe oferecer e já avisou que fica no Cerro Porteño. Com isso, Dorival Júnior aparece como grande favorito.

Arce foi o terceiro treinador a conversar com o diretor executivo José Carlos Brunoro e com o gerente de futebol, Omar Feitosa. Por telefone, agradeceu o convite, mas avisou que não poderia deixar o Cerro, já que nos momentos de crise a diretoria o manteve no cargo e, por uma questão de lealdade, ele deveria ficar. Arce está no time desde março de 2013.

Vanderlei Luxemburgo foi o primeiro a conversar com os dirigentes, na última sexta-feira, e na segunda-feira foi a vez de Dorival Júnior. A lista inicial tinha cinco nomes. Além dos três já citados, a diretoria também iria atrás de Ney Franco, mas ele acertou com o Flamengo. E o quinto nome é Ricardo Gareca, ex-Vélez Sarsfield, mas o treinador argentino avisou que está em negociações com Racing, da Argentina, e só vai aceitar receber Brunoro e Omar se o acordo não ocorrer.

Luxemburgo é o nome que mais agrada ao presidente Paulo Nobre, mas ele sabe que contratá-lo seria arrumar briga com muita gente dentro do clube. Já Dorival sofre menor resistência e tende a se enquadrar com mais facilidade na política de contenção de gastos imposta pela diretoria.

Embora os jogadores não tenham grande influência na escolha do novo chefe, a diretoria já sabe que eles gostam da possibilidade de contar com Dorival e até a efetivação de Alberto Valentim é cogitada. Luxemburgo e um treinador estrangeiro não são ideias bem aceitas.

A chance de Alberto ser efetivado é praticamente zero. A visão dentro do clube é de que ele tem qualidade, mas é muito inexperiente e não aguentaria a pressão. Pelo menos por enquanto, ele é quem comanda a equipe no Brasileiro.

REFORÇOS DEIXADOS DE LADO

Como as atenções estão todas voltadas para a contratação de um treinador, a diretoria paralisou a procura por reforços, até porque quer o aval do novo comandante antes de tentar uma contratação.

Bernardo chegou após a saída de Kleina porque já estava com tudo bem encaminhado e veio com a aprovação do ex-treinador. Recentemente, o clube entrou em contato com Wellington Nem, que está insatisfeito no Shakhtar Donetsk, mas não se empolgou ao saber que o ex-jogador do Fluminense recebe um salário fora da realidade do clube.

O lateral-direito Moreira, do Libertad, antigo sonho, ainda está nos planos, mas os dirigentes só voltarão a tentar a contratação caso o novo treinador aprove seu nome e não tenha opção mais barata.

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