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Após 'não' para uso do Couto Pereira, Atlético-PR dá ultimato ao Coritiba

Clube rubro-negro diz não ter 'plano B' para resolver o mando de campo para o jogo contra o Santos e acusa o rival de descumprir contrato

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2017 | 18h04

A menos de duas semanas do primeiro confronto entre Atlético Paranaense e Santos pelas oitavas de final da Libertadores, previsto para 5 de julho, o local da partida continua indefinido. Nesta sexta-feira, 23, o clube paranaense informou ter sido "supreendido" pelo rival, Coritiba, que negou o pedido de aluguel de seu estádio, o Couto Pereira, para a realização do jogo.

Por causa das finais da Liga Mundial de Vôlei, que vão acontecer na Arena da Baixada entre 4 e 8 de julho, o clube paranaense vem buscando alternativas para o mando de campo contra o Santos. O time chegou a pedir à Conmebol a alteração na data do jogo, mas foi informado de que não há outra data disponível.

Nesta sexta, o Coritiba emitiu uma nota dizendo que não vai alugar o estádio para o rival. De acordo com o clube, a decisão foi tomada após análise de associados e levou em conta alguns aspectos como o plantio de grama de inverno no gramado do estádio.

"O prazo de maturação e cuidados necessários nesta fase impedem que o campo seja utilizado", anunciou o Coritiba. "Além da opinião dos sócios e do fator técnico de replantio de grama, a diretoria também não entendeu como viável o aluguel sobre análises financeiras e operacional".

Em resposta, o Atlético-PR emitiu uma nota também na sexta-feira acusando o Coritiba de descumprir um contrato firmado pelas duas equipes em 2015, onde estaria prevista a cessão recíproca de seus estádios em casos como este.

"O Atlético não teria se comprometido com agenda paralela se não houvesse o contrato com Coritiba. Presume-se a boa-fé das partes em cumprir os contratos que assinam", informou o clube.

Na nota, o Atlético-PR diz não ter "plano B" para resolver o mando de campo para o jogo contra o Santos e dá ultimato ao presidente do clube rival: "Há previsão de uma multa, sem prejuízo de perdas e danos, mas o Atlético acredita mesmo é na assinatura e na palavra do presidente do Coritiba, Rogério Portugal Bacellar"

Ao Globoesporte.com, o Coritiba confirmou a existência do contrato, mas ressaltou que a cessão do Couto Pereira depende do preenchimento de pré-requisitos e, segundo a assessoria, o plantio da grama de inverno impede a realização de dois jogos na mesma semana no campo do estádio.

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