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Após nova derrota, torcida do Hamburgo tenta agredir jogadores

Confusão ocorreu após tropeço da equipe por 3 a 0 diante do Hertha Berlin, sábado

O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2014 | 10h16

HAMBURGO - Não é só no Brasil que torcedores partem para cima dos jogadores do seu time quando a fase é ruim. Após ver o Hamburgo ser derrotado, em casa, por 3 a 0 para o Hertha Berlin, sábado, cerca de 350 torcedores bloquearam a saída do estacionamento da Imtech Arena e iniciaram uma confusão com os atletas da própria equipe, que ocupa a penúltima colocação do Campeonato Alemão.

Inicialmente, os principais jogadores do time, Rafael Van Der Vaart, Heiko Westermann e Marcel Jansen, junto com o CEO do clube, Carl-Edgar Jarchow, foram conversar de forma pacífica com os torcedores que estavam no local. Com a chegada de mais gente, no entanto, os ânimos se animaram e a polícia teve de intervir na confusão. Duas pessoas foram presas pelas autoridades.

No meio do empurra-empurra, que durou cerca de 20 minutos, os manifestantes quebraram os carros de Ola John, Tolgay Arslan e também do técnico Bert Van Marwijk. O principal alvo deles era o meia Van Der Vaart. Capitão do Hamburgo, o holandês foi alvo de xingamentos e também de isqueiros, copos de cerveja e pedras atiradas pelos torcedores.

POLICIA ELOGIADA

Testemunha da briga, o membro do conselho do clube, Oliver Scheel, elogiou a postura da polícia alemã. "Até aquele ponto (da discussão), foi um tratamento razoável e apropriado da situação, mas o que aconteceu em seguida, não é de se tolerar de forma alguma", disse o dirigente ao site oficial do clube. "A frustração é compreensível, mas esse tipo de ataque não pode acontecer."

Além da cobrança de mais empenho dos jogadores, os torcedores também reivindicaram a renúncia de Carl-Edgar Jarchow. O dirigente deve se reunir nesta segunda-feira com o Conselho Administrativo do Hamburgo para definir sua situação e também a do técnico Bert Van Marwijk.

'ESTAMOS COM MEDO'

Após a confusão, Van Der Vaart admitiu a má fase do time, mesmo criticando a postura agressiva dos manifestantes. "Atacar os jogadores não é a solução. Nós estávamos com medo dos torcedores. Estou jogando mal, todos nós estamos, mas não estamos fazendo isso de propósito. Devemos tentar chegar a um ponto para virar a situação a nosso favor em campo", afirmou o jogador ao jornal alemão Bild.

Na 17ª colocação do Campeonato Alemão, o Hamburgo vem de seis derrotas seguidas no torneio. Com apenas 17 pontos em 20 jogos, o clube do norte pode ser rebaixado pela primeira vez em seus 126 anos. Para reverter o atual momento, a equipe terá uma dura missão nesta quarta-feira, quando enfrenta o Bayern de Munique, pelas quartas de final da Copa da Alemanha.

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