José Luís da Conceição/AE - 6/1/2010
José Luís da Conceição/AE - 6/1/2010

Após ofensa racista, Palmeiras teme represálias da torcida

Time do técnico Antônio Carlos encara o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, na Arena da Baixada

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2010 | 19h32

O Palmeiras viajou na noite desta segunda-feira para Curitiba preocupado com a segurança. Após a confusão envolvendo o zagueiro Danilo com Manoel, do Atlético-PR,no jogo da semana passada, no Palestra Itália, o clube teme represálias da torcida e dos jogadores rivais na partida, que vale vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

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Apesar de Paulo Schmidt, procurador do STJD, ter dito que pediria a suspensão preventiva dos atletas - Danilo recebeu uma cabeçada do zagueiro atleticano e retrucou com uma cusparada, além de ter chamado Manoel de macaco -, o palmeirense não ficou de fora dos relacionados do time, viajou com o grupo e deve atuar na Arena da Baixada.

 

Torcedores do Atlético já prometeram ir ao estádio com o rosto pintado de preto em sinal de protesto, mas o Palmeiras está preocupado com atitudes mais graves. Ontem, em Curitiba, a delegação nem passaria pelo saguão do Aeroporto Internacional Afonso Pena - um ônibus buscaria o time na pista. E seguranças o acompanhariam até o hotel.

 

"Estamos bem seguros, mas preparados para um clima hostil", disse Sérgio do Prado, gerente de futebol e responsável pela logística da viagem. "É um jogo decisivo que requer cuidados especiais. A partida ficou apimentada pelo o que aconteceu semana passada, então é claro que tomamos medidas para proteger a integridade física dos atletas e da comissão técnica. Vão ter seguranças dentro do hotel, fora dele e nos acompanhando até o estádio."

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