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Após Osorio, relembre outras passagens de técnicos estrangeiros

Colombiano aumenta lista de gringos que saíram sem títulos

O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 07h00

A passagem do técnico colombiano Juan Carlos Osorio do São Paulo é apenas mais uma das muitas experiências de clubes brasileiros com treinadores estrangeiros. Mas, para o torcedor, essa experiência foi válida ou não? A opinião é um tanto quanto subjetiva, mas as estatísticas servem para embasar qualquer que seja a avaliação. Pensando nisso, o Estado reuniu os dados das passagens de oito treinadores de fora do Brasil por clubes nacionais. Veja e avalie quem se deu bem ou quem foi mal:

1 - Juan Carlos Osorio (São Paulo, 2015)

O treinador colombiano deixou o Atlético Nacional de Medellín, onde conquistou inúmeros títulos e era ídolo da torcida, para assumir o São Paulo após a saída de Muricy Ramalho. No total, ele comandou o time do Morumbi durante 28 jogos, com 12 vitórias, 7 empates e 9 derrotas, um aproveitamento de 51,19% dos pontos.

2 - Petkovic (Criciúma, 2015)

O ex-jogador sérvio assumiu o Tigre catarinense com o time na zona do rebaixamento da Série B. Depois de um começo promissor, a equipe ‘empacou’ e acumulou nada menos do que 12 empates consecutivos, que fizeram o sonho do acesso à Série A virar em medo de queda para a Série C em 2016. Em 24 jogos, foram 7 vitórias, os 12 empates já mencionados e 5 derrotas, em um aproveitamento de 45% dos pontos.

3 - Diego Aguirre (Internacional, 2015)

O técnico uruguaio chegou ao Colorado para tentar levar o time ao título da Copa Libertadores, mas a derrota do clube na semifinal do torneio para os mexicanos do Tigres fez com que a diretoria do clube optasse por sua saída. Apesar disso, ele conseguiu conquistar o título do Campeonato Gaúcho de 2015.  Em 48 jogos, ele venceu 24, empatou 15 e perdeu 9, um aproveitamento de 60,4% dos pontos disputados.

4 - Ricardo Gareca (Palmeiras, 2014)

O argentino chegou ao Verdão um pouco antes da Copa do Mundo de 2014 e viveu momentos complicados à frente da equipe. No total, ele permaneceu como treinador por apenas 13 partidas, nas quais o Palmeiras teve um desempenho abaixo da crítica. Foram 13 jogos, com 4 vitórias (duas delas em torneios amistosos, uma na Copa do Brasil e uma no Campeonato Brasileiro), 1 empate e impressionantes 8 derrotas, em um aproveitamento de apenas 33% dos pontos disputados, o que quase fez com que o time caísse para a Série B do Brasileirão pela terceira vez.

5 - Miguel Ángel Portugal (Atlético-PR, 2014)

O treinador espanhol assumiu o comando do clube paranaense, que decidiu disputar o campeonato estadual apenas com seus jovens atletas. Como também não teve sucesso na Copa do Brasil, foi demitido. Sob seu comando, o Furacão disputou 13 jogos, com 5 vitórias, 2 empates e 6 derrotas, um aproveitamento de 43% dos pontos.

6 - Jorge Fossatti (Internacional, 2010)

O uruguaio chegou ao Colorado respaldado após boas campanhas na Libertadores - em 2008, ele levou a LDU, do Equador, ao título. A perda do título do Gauchão para o rival Grêmio não foi bem aceita no clube e quando a equipe estava nas semifinais do torneio continental ele foi demitido. Celso Roth assumiu e acabou sendo campeão da América. Fossatti comandou o time em 33 jogos, com 18 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, com 60,6% de aproveitamento dos pontos.

7 - Lothar Matthäus (Atlético-PR, 2006)

O ex-jogador da Alemanha, que disputou cinco Copas do Mundo, abandonou o clube paranaense e voltou ao seu país de origem. Depois, mandou uma mensagem alegando problemas particulares, que impediriam que ele seguisse à frente do Furacão. Ele ficou apenas 8 partidas como treinador do time - 6 vitórias e 2 empates, com 80,3% de aproveitamento dos pontos disputados. 

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