Martin Meissner/AP
Martin Meissner/AP

Após polêmica, Fifa escala holandês como árbitro de vídeo em jogo do Brasil

CBF reclamou da ausência do recurso de vídeo em lances da estreia da seleção na Copa do Mundo contra a Suíça

Leandro Silveira, enviado especial / São Petersburgo, Estadão Conteúdo

21 Junho 2018 | 19h50

A Fifa anunciou nesta quinta-feira que o holandês Dannis Makkelie, de 35 anos, será o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) na partida entre as seleções do Brasil e da Costa Rica, sexta, em São Petersburgo, pela segunda rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Ele terá a incumbência de estar em contato direto com outro árbitro da Holanda, o experiente Bjorn Kuipers, o escolhido para apitar o jogo.

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Makkelie será o chefe do VAR e contará com o auxílio de três assistentes. São eles: o português Artur Dias Soares, o canadense Joe Fletcher e o americano Mark Geiger. Ele possui a insígnia de árbitro Fifa desde 2011, também exercendo a função de policial no seu país.

Em 2012, Makkelie foi o árbitro da final do Campeonato Europeu Sub-19, em que a Espanha derrotou a Grécia por 1 a 0. Além disso, neste ano apitou cinco jogos da Liga dos Campeões da Europa, incluindo o triunfo do Barcelona por 4 a 1 sobre a Roma - o time italiano reverteu o placar adverso no jogo de volta e avançou às semifinais -, além de 23 do Campeonato Holandês, que conta com o recurso do VAR.

A arbitragem e o não uso do recurso de vídeo provocaram grande polêmica no jogo de estreia do Brasil na Copa, o empate por 1 a 1 com a Suíça, no domingo passado, quando membros da seleção e da CBF reclamaram de falta em Miranda no gol adversário, além de um suposto pênalti não marcado em Gabriel Jesus.

 

A CBF chegou a solicitar áudios e vídeos da operação do VAR por considerar estranho que os dois lances não tivessem sido nem analisados pela arbitragem. A Fifa, então, rejeitou a solicitação, negando acesso ao material, além de ter elogiado o trabalho do juiz mexicano César Ramos na partida.

 

 

 

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