Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Após polêmica, Fifa explica que não pretende impedir uso da palavra 'pagode'

Termo não pode ser usado por terceiros caso seja para a nomeação de uma fonte tipográfica

AE, Agência Estado

22 de maio de 2014 | 20h56

SÃO PAULO - A Fifa emitiu nota oficial, nesta quinta-feira, para tentar esclarecer a polêmica quanto ao registro, entre outros, da palavra ''pagode'' junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A entidade lembrou que registrou o termo porque se trata do nome da fonte tipográfica da marca da Copa.

Na nota, a Fifa esclarece que "não tem a intenção de impedir que terceiros utilizem a palavra ''pagode'', a não ser que seja para a nomeação de uma fonte ou em casos que tal palavra seja utilizada com o objetivo de associar uma determinada empresa, comercial ou publicitariamente, com a Copa do Mundo".

Até 31 de dezembro, a palavra "pagode" pertence à Fifa. A rigor, qualquer pessoa que usá-lo comercialmente sem permissão poderá ser processada. No site do INPI, é possível ver os pedidos de registros feitos pela Fifa. Desde os anos 1970 (quando da fundação do INPI), foram 1.406. De dois anos para cá, foram 236.

Respaldada pela Lei da Copa, a Fifa conseguiu furar a fila do INPI para proteger sua lista de marcas - em geral, os registros levam até três anos para sair e esses saíram em um ano ou menos.

No seu comunicado, a Fifa anota que "a arte da fonte Pagode foi criada por um artista contratado pela Fifa para criar a fonte oficial da Copa do Mundo" e que a entidade registrou "a marca nominativa Pagode para evitar que outras fontes sejam criadas sob a mesma denominação ou similares, com o intuito de obter vantagem comercial às custas da visibilidade da fonte oficial da Copa do Mundo".

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