Após polêmicas, time de Kaká inicia construção de estádio para 2016

Orlando City terá arena moderna com 20 mil lugares e que mesclará estilo norte-americano de entretenimento com fanatismo europeu

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 17h54

Caçula da Major League Soccer (MLS) a partir da próxima temporada, o Orlando City dará mais um passo rumo ao protagonismo na Liga ao iniciar o sonho da construção de um estádio particular. Após polêmica por causa dos investimentos públicos, o time de Kaká nos Estados Unidos vai oficializar na noite desta quinta-feira a pedra inaugural da construção do Orlando City Arena, que deve ficar pronto somente em 2016.

Para marcar o início da obra, o brasileiro Flávio Augusto da Silva, que é o proprietário do clube americano, irá se reunir com o presidente da MLS, Mark Abbott, e com os torcedores do time, na cerimônia de escavação do terreno onde se erguerá o estádio. Após uma marcha até o local da futura arena, os presentes vão poder tirar as 24 toneladas de terra roxa do local e, com o auxílio de uma pá, levar o material da cor do clube em baldinhos distribuídos pela organização como lembrança.

Antes de sair do papel, o estádio causou controvérsias na cidade. Dos US$ 110 milhões (R$ 271,48 milhões) que custará a arena, US$ 50 milhões (R$ 123,33 milhões) serão da prefeitura de Orlando, enquanto o restante será bancado pelo brasileiro dono do clube.

O uso do dinheiro público para a compra das 20 parcelas necessárias para a aquisição do terreno provocaram a ira de parte da população, mas com a argumentação do número de empregos e do legado para a Copa, Flávio foi bem aceito pela comunidade, com aval da Justiça.

CALDEIRÃO

Com os acordos fechados e o início das obras, o objetivo dos organizadores é mesclar a cultura de entretenimento dos EUA com a paixão pelo futebol vista em locais como a América do Sul e Leste Europeu. O local terá três bares luxuosos em diferentes pontas do estádio, sistema de tecnologia Wi-Fi em todo o estádio e uma loja próprio do clube. Para os mais fanáticos, a arena terá uma das arquibancadas localizadas atrás do gol, onde os torcedores poderão ficar de pé para apoiar o time, tendo também tetos desenhados com tecnologia que reverbera os sons produzidos na arena, para transformar o estádio em um "caldeirão".

Outra atração será a escultura de um leão, mascote do time, que faz parte do escudo do Orlando City. A estátua terá três vezes o tamanho original e ficará sobre uma base giratória, que ficará virada para a entrada do estádio com o objetivo de recepcionar o público. O leão será virado para o campo nos dias de jogos. Enquanto sua própria arena não fica pronta, no entanto, o Orlando City mandará jogos de sua primeira temporada na MLS  no Citrus Bowl. O estádio, que foi palco de cinco partidas da Copa do Mundo de 1994, teve parte de suas arquibancadas demolidas e deve ficar pronto no início do ano que vem, com reformas ao custo de R$ 470 milhões.

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