Walter Bieri/AP
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Príncipe Ali promete resgatar credibilidade da Fifa após denúncias

Jordaniano se pronuncia após MP suíço indiciar Joseph Blatter

Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2015 | 09h46

Um dia depois de o Ministério Público da Suíça abrir processo criminal contra o presidente da Fifa, Joseph Blatter, o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein reforçou sua candidatura à presidência da entidade. Aproveitando a investigação, que atingiu parcialmente o francês Michel Platini, ele prometeu resgatar a credibilidade da Fifa, caso seja eleito, no dia 26 de fevereiro de 2016.

"A necessidade de uma liderança que resgate a credibilidade da Fifa nunca foi tão evidente. Não podemos mudar o passado, mas podemos ter um futuro no qual as federações ligadas à Fifa possam estar focadas somente no futebol, ao invés de se manterem preocupadas com o próximo escândalo ou investigação criminal envolvendo líderes da Fifa", declarou o candidato à presidência, em nota oficial.

O príncipe Ali se refere ao processo aberto pelo Ministério Público da Suíça contra Blatter. O atual presidente da Fifa está sendo investigado por suspeita de gestão desleal e por ter agido "contra o interesse da Fifa". Uma operação policial chegou a confiscar computadores e documentos na sede da entidade, na sexta-feira.

A investigação acabou chamuscando Platini porque uma das linhas de investigações pretende descobrir o motivo do pagamento de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 8 milhões) ao francês. O atual presidente da Uefa foi interrogado nesta sexta e negou qualquer irregularidade. Disse apenas que recebeu por um trabalho realizado para a Fifa, entre 1999 e 2002. Os recursos foram pagos, contudo, somente em fevereiro de 2011.

Para Ali bin al-Hussein, a investigação anunciada pela Justiça suíça mostra que a Fifa precisa passar por mudanças drásticas. "Temos que aceitar que a mudança na Fifa não é uma questão de escolha. Já está acontecendo, está sendo abalada em seu núcleo mais importante", alertou.

O jordaniano, que anunciou sua candidatura no dia 9, se colocou como o mais preparado para conduzir a reforma dentro da cúpula da entidade. "Nós temos o dever de utilizar nossa expertise, nossa experiência e nosso conhecimento para acabar com essa nuvem que paira sobre a Fifa ao tomarmos decisões que demonstram que a Fifa faz jus ao esporte que comanda no mundo."

Por fim, o príncipe Ali revelou que já está recebendo apoio de diversos dirigentes desde que Blatter passou a ser formalmente investigado, na sexta. "Eu falei com muitos líderes de diversas federações nas últimas 24 horas e o que eu ouvi deles me dá confiança de que, trabalhando juntos, poderemos emergir desta crise mais fortes", declarou.

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