Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Após protesto, São Paulo evita reforçar a segurança na Argentina

Torcida faz ameaças a elenco em caso de derrota para San Lorenzo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 10h00

O São Paulo descarta recorrer a reforço na segurança particular para a viagem até Buenos Aires, na Argentina, onde enfrenta o San Lorenzo, nesta quarta-feira, pela Copa Libertadores. O clube levará somente os dois seguranças que costumam acompanhar o time, apesar dos protestos da torcida organizada nesta segunda-feira.

Em manifestação em frente ao CT da Barra Funda um grupo de 50 integrantes da Torcida Independente cobrou reação do time pelas derrotas para os rivais em 2015 e ainda deixou um recado: "se não ganhar, não volta para o Brasil". O ato não teve violência, durou cerca de 20 minutos e teve foguetório, faixas, batuques e sinalizadores com fumaças.

O atacante Alan Kardec manifestou nesta segunda-feira preocupação com a segurança do elenco e disse que não só o São Paulo entra pressionado no jogo, como também o San Lorenzo. "Nossa cobrança vai além da Libertadores, envolve também os clássicos disputados no ano. Já para eles, vale principalmente a classificação para a Libertadores", explicou o jogador.

No grupo o Corinthians é líder com nove pontos, seguido pelo São Paulo, com seis, e o San Lorenzo, com três. O Danubio não pontuou ainda. A equipe argentina precisa bater a equipe do Morumbi para igualar a pontuação e continuar com chances de vaga para se manter na lutar pela manutenção do título continental.

O São Paulo embarca para Buenos Aires nesta terça-feira e ainda faz um treino de reconhecimento no estádio do San Lorenzo. Os preparativos da viagem também foram conturbados. A Argentina atravessa uma ameaça de greve nos transportes e o Tricolor só confirmou o voo na véspera, após a Conmebol garantir que a partida não seria adiada.

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