Alexey Nasyrov / Reuters
Alexey Nasyrov / Reuters

Após queda nas oitavas da Copa, Japão anuncia saída de seu treinador

Akira Nishino assumiu cargo dois meses antes do Mundial e sairá ao final do contrato

Estadão Conteúdo

05 Julho 2018 | 05h22

A surpreendente campanha na Copa do Mundo, que terminou com a queda nas oitavas de final para a favorita Bélgica, não foi suficiente para que o técnico Akira Nishino seguisse no comando da seleção japonesa. Nesta quinta-feira, a associação de futebol do país (JFA, na sigla em inglês) anunciou a saída do treinador de 63 anos do cargo.

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"Nós não vamos persuadir o Nishino para ficar em seu caro, uma vez que seu contrato está chegando ao fim", declarou o presidente da JFA, Kozo Teshima, confirmando a saída de Nishino, que tem vínculo com a entidade somente até o fim de julho.

Horas antes do anúncio da saída, o próprio treinador falou sobre o assunto e deixou no ar a possibilidade de encerrar sua passagem na seleção. "Meu contrato é válido até o fim do mês. Eu cheguei para este papel esperando fazê-lo até o fim da Copa do Mundo", disse.

A passagem de Nishino pelo comando da seleção começou de forma bastante turbulenta. Afinal, ele assumiu o cargo de treinador somente dois meses antes do Mundial, na vaga de Vahid Halilhodzic, demitido depois de resultados ruins nas Eliminatórias e em amistosos e de colecionar polêmicas com jogadores. Até então, ocupava a função de diretor técnico da JFA.

 

Apesar da baixa expectativa sobre a seleção, Nishino conseguiu levá-la surpreendentemente às oitavas de final, após vitória sobre a Colômbia na estreia, empate com Senegal e derrota para a Polônia. Na segunda fase, viu o Japão abrir 2 a 0 sobre a Bélgica, mas não sustentar a vantagem e levar a virada na última segunda-feira.

 

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