Após rebaixamento, Guarani tem conflitos e acusações

A primeira segunda-feira após o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro foi marcada por muitas polêmicas no Guarani. Deixando evidente o ambiente conturbado dentro do clube, o ex-diretor de futebol Cláudio Corrente fez acusações contra o ex-presidente Marcelo Mingone. Já o meia Danilo Sacramento criticou publicamente o técnico Vilson Tadei.

AE, Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 21h05

Afastado desde julho, Corrente afirmou que não foram apenas os problemas de saúde que o fizeram entregar o cargo. "Houve acertos com determinados jogadores. Quando presenciei este tipo negócio, e eu não compartilhava com isso, pedi para sair. Era algo inadmissível para uma instituição como o Guarani", afirmou, sem entrar em detalhes.

O clima de animosidade também se estendeu a elenco e comissão técnica. Após a derrota para o São Caetano, por 2 a 1, que culminou no rebaixamento, o técnico Vilson Tadei afirmou nas entrelinhas que o grupo do Guarani estava rachado.

Nesta segunda-feira, o meia Danilo Sacramento negou o fato e fez duras críticas ao treinador. "Isso (racha do elenco) nunca houve aqui. Ele (Tadei) está querendo tirar sua responsabilidade. Ele chegou faltando sete rodadas, e não dava palestra, preleção, não mostrava vídeos dos adversários", disparou.

O diretor de futebol Roberto Constantino, contudo, repreendeu o jogador e diminuiu a culpa de Tadei na queda. "A responsabilidade é de todos, na vitória e na derrota. Não há necessidade de atribuir culpa maior ao treinador", respondeu o dirigente, que anunciou sua saída nesta segunda-feira.

FUTURO - Diante deste cenário de conflitos, os grupos políticos e a diretoria de transição, presidida pelo interino Rodrigo Ferreira Costa Silva, farão várias reuniões durante a semana para definir os rumos do clube para 2013. As primeiras decisões devem ser em torno da reformulação no elenco e o futuro da comissão técnica.

Além disso, o clube também precisa angariar recursos para quitar dívidas emergenciais em torno de R$ 7 milhões até o fim do ano, com dois meses de salários e o 13.º. Por fim, serão marcadas as eleições, que devem aclamar uma chapa única, formada pelos principais grupos políticos do time campineiro.

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