Após reunião, Cruzeiro diz que MP prometeu 'analisar' 2ª final com duas torcidas

Representantes do clube se reuniram nesta quinta-feira com autoridades policiais

O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 18h34

O Cruzeiro confia na sensibilidade do Ministério Público de Minas Gerais para garantir a presença de seus torcedores na segunda partida da decisão do Estadual, no dia 7 de maio (o palco do duelo ainda está indefinido). Representantes do clube se reuniram nesta quinta-feira com autoridades policiais, integrantes do MP e da Federação Mineira de Futebol (FMF) para discutir o tema.

"O Ministério Público se mostrou sensível, ouviu tudo, disse que vai analisar e já está estudando o caso. A princípio, queríamos agradecer muito por ele (o promotor Paulo de Tarso, representante do MP na reunião) ter nos atendido", revelou o vice-presidente de futebol cruzeirense, Bruno Vicintin.

O primeiro jogo, com mando do Cruzeiro, será no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, neste domingo, às 16 horas. Mas devido à uma recomendação da Polícia Militar, a partida da volta, que tem o Atlético como mandante, poderá ter apenas a presença da torcida do time alvinegro. Há ainda a possibilidade de o confronto ser realizado no estádio Independência.

"Passamos para eles (autoridades) a questão que o Cruzeiro está lutando não para mudar uma decisão do nosso rival, mas, sim, pelo direito do nosso torcedor de assistir à final. Respeitamos demais a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, a segurança, e pedimos para o nosso torcedor nos apoiar durante os 90 minutos no próximo domingo, porque será um jogo duro. Mas, acima de tudo, ir em paz ao estádio", complementou Bruno Vicintin, vice-presidente do Cruzeiro.

O diretor jurídico da equipe, Fabiano de Oliveira Costa, cobrou bom senso e tratamento igual entre os rivais na decisão do Mineiro. "Do ponto de vista legal, existe uma série de infrações que estão sendo cometidas ao impedir que a torcida do Cruzeiro frequente o estádio do adversário na segunda partida da final. As medidas estão sendo estudadas para vermos a sequência e em quais formas o Cruzeiro possa vir a agir. Mas, se o bom senso prevalecer, a gente espera que isso não seja necessário. O que a gente espera é que a justiça seja estabelecida, que a lei seja aplicada, que os clubes e as torcidas sejam tratados com isonomia", projetou.

POLÊMICA

A disputa pela presença dos torcedores nas finais do Estadual criou desentendimentos e declarações agressivas entre o vice de futebol cruzeirense, Bruno Vicintin, e o presidente da Federação Mineira de Futebol, Castellar Neto.

A direção da equipe mais uma vez criticou o presidente da FMF e o acusou de defender interesses clubísticos. Em entrevista à rádio Itatiaia, o cartola da entidade retrucou dizendo que a Federação tinha amplo contato com o Cruzeiro, mas ironizou Bruno Vicintin, que, segundo ele, ainda precisava galgar alguns passos antes de falar pelo clube.

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