Após roubo da renda, Ponte promete melhorar segurança

Uma quadrilha encapuzada, armada com fuzis e pistolas, invadiu o Estádio Moisés Lucarelli, na madrugada deste domingo, e roubou parte da renda do jogo entre Ponte Preta e Corinthians, válido pelas quartas de final do Paulistão. Ao todo, a renda da partida foi de cerca R$ 500 mil. Metade ficou para o clube de Campinas, que guardou parte do dinheiro em um cofre que estava na sala da diretoria.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

29 de abril de 2013 | 16h28

Segundo o boletim de ocorrência, cinco homens renderam o vigia do Moisés Lucarelli por volta das duas horas da manhã e o obrigaram a abrir o portão do estádio. Sabendo que havia câmeras de segurança no local, eles quebraram e viraram para a parede a maioria delas, para que a ação não fosse filmada. E também arrombaram as portas até chegarem na sala da diretoria, onde fica o cofre.

Seis jogadores das categorias de base da Ponte, com idade entre 18 e 19 anos, que moram no alojamento do estádio, foram rendidos por parte dos assaltantes e obrigados a carregar o cofre, que pesa aproximadamente 300 quilos. Segundo a assessoria de imprensa do clube, o cofre foi tirado da sala e rolado escadaria abaixo, sendo depois carregado para fora do estádio pelos atletas até um carro.

Cerca de R$ 150 mil estavam dentro do cofre. Na ação, os criminosos roubaram ainda 30 camisas oficiais da Ponte, que estavam no departamento de marketing. O caso foi registrado no 10º Distrito Policial de Campinas e ninguém foi preso até a tarde desta segunda-feira. A Polícia Civil acredita que os bandidos já tinham informações sobre onde estava o cofre e qual a localização da maioria das câmeras.

As imagens do circuito interno de segurança do Moisés Lucarelli já foram disponibilizadas para a polícia. A perícia técnica esteve pela manhã no estádio para levantar provas que levem aos suspeitos. No local do roubo foi deixada uma barra de ferro que pode ter sido usada para arrombar as portas do local.

O presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, lamentou a crime e disse que vai avaliar o sistema de segurança do estádio. "Desconfiamos que eles conheciam as dependências da área. Muitas câmeras de segurança que estavam escondidas foram viradas para a parede e evitaram o flagrante do crime", contou.

Segundo ele, a polícia poderia ter sido acionada, durante a ação, e ter efetuado o flagrante. "Vamos averiguar o porque que esta equipe externa não chegou a tempo de evitar o roubo. Nós vamos melhorar a segurança. Esta é a primeira vez que isto acontece, nunca houve um roubo deste porte aqui", disse Della Volpe.

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