Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Após ser chamado de 'maçã podre', Felipe Melo responde Chiellini: 'É um covarde'

Zagueiro italiano não poupa palavras para criticar volante brasileiro e Mario Balotelli, ex-companheiros na Juventus

Redação, Estadão Conteúdo

09 de maio de 2020 | 14h51

Um dos principais zagueiros do futebol italiano, Giorgio Chiellini não economizou nas críticas aos ex-companheiros Mario Balotelli e Felipe Melo. Em sua autobiografia, o defensor da Juventus chamou o jogador do Palmeiras de "maçã podre" e o acusou de não respeitar os companheiros.

"Felipe Melo era o pior dos piores. Não aguento as pessoas que não têm respeito e que sempre vão contra tudo. Com ele, estava sempre no limite da briga. Falei para a diretoria que ele era uma maçã podre", disse Chiellini, em trecho divulgado pelo jornal italiano La Repubblica.

Sobre Balotelli, Chiellini disse que o ex-colega de seleção italiana merecia apanhar. "Balotelli é uma pessoa negativa, que não tem nenhum respeito pelo grupo. Na Copa das Confederações de 2013 (no Brasil), não ajudou em nada, merecia levar uns tapas".

Revoltado com as críticas de Chiellini, de quem foi companheiro na Juventus entre 2009 e 2011, Felipe Melo deu uma resposta rápida. O zagueiro do Palmeiras garantiu que não desrespeitou ninguém, afirmou que o jogador italiano não tem expressão internacional, é covarde e pode ter ficado ressentido com as derrotas que sofreu em alguns confrontos entre os dois.

"Não sei quais são os incidentes sobre os quais ele falou. Quando estava em Turim, nunca desrespeite ninguém. Agora, não tenho respeito por ele e nunca tive. Ele disse que o Balotelli deveria ter levado um tapa e que eu sou o pior dos piores, que sempre provocava tumultos? Então, ele sempre foi um covarde que molhava a cama. É fácil ser incorreto com alguém num livro", disparou Felipe Melo, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.

"Ele ainda deve estar chateado porque quando fui para o Galatasaray demos um "tapa" na Juventus, eliminando-os da Liga dos Campeões ou porque a Inter (de Milão) ganhou tudo e eu sou Inter. Isto é o que Chiellini é. Age sempre como se fosse o maior. Quero também recordar que nós batemos a Itália, por 3 a 0, em 2009 na Copa das Confederações, que foi vencida pelo Brasil. Deve também estar amargurado com isso, visto que ele não conquistou nada fora da Itália", completou o zagueiro do Palmeiras.

Intitulado Io, Giorgio (Eu, Giorgio), a biografia de Chiellini, cheia de declarações polêmicas, será lançada na próxima terça-feira, 12 de maio, na Itália. O jogador de 35 anos divulgou seu livro em suas redes sociais.

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