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Após ser ofendido, presidente do Fla deixa reunião da Ferj

'Ofenderam minha mãe', afirma Eduardo Bandeira de Mello, que diz ter sido xingado pelo presidente da entidade, Rubens Lopes

Estadão Conteúdo

30 de janeiro de 2015 | 19h21

Não terminou bem a reunião entre os presidentes dos grandes clubes do Rio, nesta sexta-feira, na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj). O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, deixou a sala antes do fim do encontro alegando que o presidente da Ferj, Rubens Lopes, ofendeu sua mãe.

A confusão ocorreu após o presidente do Vasco, Eurico Miranda, ler a nota oficial em que Flamengo e Fluminense dizem que vão disputar o Campeonato Carioca sob protesto, por não concordarem com a posição da entidade de fixar, com o apoio dos outros clubes, preços considerados baixos para os ingressos dos jogos da competição. A dupla Fla-Flu também se diz disposta a criar uma liga de clubes no Rio de Janeiro.

"O presidente da federação se emocionou e usou até palavras de baixo calão, coisas que não posso reproduzir, ofendeu a minha mãe. Me retirei porque não posso conviver com isso'', contou Bandeira de Mello. Rubinho também teria sugerido ao presidente do Flamengo fazer coisas impublicáveis com a nota oficial.


No texto, os dois clubes afirmavam também que não se interessam mais em participar de futuras competições organizadas nos mesmos moldes do Carioca que terá início neste sábado. Eles criticaram a "postura ditatorial'' da Ferj e, sem citar explicitamente o Vasco, faz referência à relação entre Rubinho e Eurico Miranda ao citar os "parceiros íntimos'' do presidente da Ferj.

Eleito para a presidência do Vasco, Eurico conseguiu convencer a maioria dos clubes da primeira divisão do Campeonato Carioca a tabelar o preço dos ingressos do torneio, com entradas expressivamente mais baratas do que as praticadas no Brasileirão. Fluminense e Flamengo se sentiram prejudicados, porque os valores não cobrem os custos de operação do Maracanã.

Os clubes criticam o tabelamento de ingressos e o fim do "mando de campo". No Carioca, é a Ferj quem decide onde acontecem as partidas. Para as diretorias tricolor e rubro-negra, a federação "atenta contra a saúde financeira dos seus filiados". Por isso, sugeriram a criação de uma liga de clubes, o que enfraqueceria a Ferj.

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