Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Após solução, Jérôme Valcke espera agilidade de Porto Alegre

Além da capital gaúcha, São Paulo e Curitiba também preocupam a organização do Mundial

Marcio Dolzan e Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2014 | 15h09

RIO - A 77 dias para o início da Copa do Mundo do Brasil, a finalização dos estádios é a principal preocupação da Fifa. Ao menos no que diz respeito ao Beira-Rio, no entanto, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, teve uma boa notícia na quarta-feira, quando se reuniu com a comitiva de Porto Alegre e ouviu a garantia de que foi firmado um acordo para que as estruturas temporárias do estádio sejam entregues.

Nesta quinta, Valcke comentou sobre o assunto e, apesar de exaltar a "boa notícia", fez questão de pediu agilidade da comitiva de Porto Alegre, uma vez que o prefeito da cidade já admitiu que o estádio deverá ser entregue depois do prazo previsto do dia 21 de maio. "Tivemos boas notícias. Em Porto Alegre uma solução foi encontrada. Não significa que resolvemos tudo. Agora a obra precisa ficar pronta. Esperamos que fique pronta em 70 dias", comentou.

Além de Porto Alegre, outras duas sedes preocupam a organização do Mundial. Uma delas é Curitiba que chegou a ficar ameaçada de ser excluída da competição no mês passado. Em relação à capital paranaense, Valcke exaltou o trabalho feito no último mês na Arena da Baixada, mas cobrou. "Fizemos a decisão certa de manter Curitiba. Está fazendo um grande trabalho, mas ainda tem muito a fazer. Não podemos ter uma Copa sem estádios."

O Itaquerão, em São Paulo, também tem tirado o sono dos dirigentes da Fifa. Sobre o estádio paulista, Valcke afirmou que espera uma solução em relação às estruturas temporárias nesta sexta-feira, lamentou o obstáculo, mas disse que a reunião realizada durante a semana com o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o deixou otimista.

"Tive uma reunião com o Andrés (Sanchez) e a primeira parte da solução foi sugerida por ele", comentou. "Estamos à procura de soluções. Vou ser sincero, não tem como ter o jogo de abertura em outro lugar, tem que ser São Paulo. São pessoas do mundo inteiro que já compraram ingressos e estarão vindo para São Paulo, não tem mais nada a fazer."

Os diversos problemas às vésperas do Mundial deixam o dirigente apreensivo. "Temos quase os 12 estádios, mas faltam cerca de 70 dias para a Copa. O tempo está voando. Todos estamos trabalhando pesado, até nos domingos", disse. "Só 77 dias é pouco, claro. O problema não é tanto o tempo para instalar as estruturas, mas o tempo que vai faltar para testar. Está tudo no limite, precisamos de tempo para testar para que tudo funcione normalmente durante o evento."

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