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Após sonhar com acidente, atacante Soares quer voltar para ajudar a Chapecoense

Jogador fez parte do elenco do time em 2013 e vai disputar o estadual pelo Madureira

Daniel Batista e Gilberto Amendola, enviados especiais a Chapecó, Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2016 | 13h12

O atacante Soares teve recentemente dois sonhos em que aviões caíam e o último deles foi justamente na noite em que ocorreu a tragédia em Medellín, na Colômbia. Emocionado, o ex-atacante do clube catarinense lembrou da infeliz coincidência e se prontificou a ajudar a equipe a se reerguer. Mas, antes, vai jogar pelo Madureira.

Ele fez parte da Chapecoense em 2013, quando conquistou o acesso da Série B para a "A" e deixou muitos amigos no clube. "Tristeza muito grande no coração. Eu tive dois sonhos recentemente, de que aviões caiam, mas não vi quem estavam neles. Fiquei sabendo do acidente por volta das 5h, quando acordei assustado por causa do segundo sonho que tive", lembra o atacante, que acaba de acertar com o Madureira para a disputa do Campeonato Carioca.

Ao lado dos filhos Nicolas e Rebeca, Soares conta que chegou a achar que o segundo sonho era apenas mais um pesadelo. "Eu até queria voltar a dormir, mas tenho mania de mexer direto no celular. Aí entrei em alguns grupos e vi todo mundo comentando sobre o acidente. Na hora acordei minha mulher, começamos a chorar e a emoção foi muito grande", recorda, com os olhos cheios de lágrima.

Dentre os atletas que morreram, o atacante Bruno Rangel era seu melhor amigo. Juntos, formaram a dupla de ataque que colocou a Chapecoense na elite do futebol brasileiro. "Pisar novamente neste gramado, da Arena Condá, dá uma emoção muito grande. Na segunda-feira, falei com o Maurinho (Mauro Stumpf, vice-presidente de futebol) e ele me mandou quatro camisas da Chapecoense para um evento beneficente que vamos fazer. Não dá para acreditar."

Embora tenha acabado de chegar ao Madureira, Soares garante que está disposto a voltar ao clube em um futuro próximo. "Agora é o momento de se unir e não pensaria duas vezes se tivesse a oportunidade de retornar", assegura.

 

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