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Após suspensão de Del Nero, coronel Nunes vai assumir poder na CBF

Dirigente era vice da entidade e ocupa o cargo por 90 dias. Nunes é cobrado pelo MP do Pará por gastos de R$ 3,5 milhões na federação local

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2017 | 11h29

Antonio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, vai assumir a presidência da CBF. Na manhã desta sexta-feira, o presidente Marco Polo Del Nero foi suspenso de forma provisória pelo Comitê de Ética da Fifa por suspeita de corrupção. A suspensão terá duração de 90 dias e obriga Del Nero a deixar a presidência imediatamente. O período de afastamento pode ser prorrogado por mais 45 dias. Ele é acusado de corrupção.

Na tarde desta sexta-feira, a CBF divulgou uma nota oficial na qual confirma a mudança e a posse do coronel Nunes. 

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Presidente da federação paraense de futebol por seis mandatos e coronel da reserva da Polícia Militar do Pará, o coronel Nunes, como é chamado, é também investigado pelo Ministério Público do Pará pela sua atuação como presidente da Federação Paraense de Futebol. Em 2011, 2012 e 2013, a entidade recebeu quase R$ 3,5 milhões de verba pública. Os promotores querem saber como o dirigente gastou esse dinheiro.

O Governo do Estado, como patrocinador do Campeonato Paraense, pediu a prestação de contas da federação por meio do Ministério Público, para confirmar se todo o dinheiro era realmente investido no futebol. À época, o coronel Nunes havia feito uma prestação de contas incompleta. O Governo do Pará e a Federação Paraense assinaram um convênio que garante o repasse de mais de R$ 8 milhões à entidade.

Nunes assume a presidência por ser o mais velho entre os quatro vice-presidentes, seguindo a regra do estatudo da CBF. Ele tem 79 anos. Os outros são Fernando Sarney, Gustavo Feijó e Marcus Antônio Vicente, que vão auxiliá-lo na nova tarefa. 

Nunes foi eleito vice-presidente da CBF pela região sudeste no início do ano passado em uma manobra de Marco Polo Del Nero.  A escolha serviu para tirar da linha sucessória o então opositor Delfim de Pádua Peixoto Filho, que acabou morrendo na tragédia aérea que vitimou 71 pessoas na viagem da Chapecoense para a Colômbia no fim do ano passado. Na época, Delfim, então presidente da Federação Catarinense, teria o direito de assumir a presidência, pois o estatuto estabelece que, em caso de vacância, quem assume é o vice mais velho. Era ele.

Nunes já foi presidente interino da CBF em 2016, quando Del Nero pediu licença do cargo para se defender de acusações de corrupção. Entre outras coisas, disse, na época, que não acreditava em corrupção no futebol brasileiro. 

 

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