Rossana Fraga/Photocamera
Rossana Fraga/Photocamera

Após suspensão por doping, Michael pode voltar ao Fluminense

Atacante está sendo escalado como titular nos treinamentos de pré-temporada

Agência Estado

16 de janeiro de 2014 | 20h21

RIO - Os oito meses de pesadelo finalmente chegaram ao fim e Michael está livre para atuar pelo Fluminense. Suspenso no dia 16 de abril do ano passado após ser flagrado no exame antidoping, o jovem atacante ficou um longo período afastado, mas não perdeu a confiança do elenco. Pelo contrário, tem sido escalado como titular por Renato Gaúcho nos treinos e deve atuar diante do Madureira, sábado, em Moça Bonita, pela estreia do Campeonato Carioca.

Michael foi pego no antidoping por uso de cocaína e acabou punido inicialmente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por 16 meses. No entanto, conseguiu diminuir a pena para oito meses, desde que cumprisse uma série de outras obrigações, como palestras para crianças.

"O Michael tinha sido apenado com 16 meses e na própria decisão havia possibilidade de, caso ele cumprisse as obrigações e provasse que estava livre da cocaína, ter o beneficio de consultar o tribunal para ver se ficava liberado no oitavo mês. A gente peticionou informando tudo o que aconteceu, o tribunal analisou e ele ficou liberado para jogar", explicou o diretor executivo judiciário do clube, Mario Bittencourt.

O dirigente, no entanto, explicou que o jogador ainda precisa cumprir uma série de obrigações. "A pena é de 16 meses com o benefício de redução para metade caso ele tivesse cumprido medidas socioeducativas. Não só fazer os exames, mas passar a história dele para os atletas da base. O tribunal decidiu que ele terá de fazer exames também nos próximos oito meses. Caso contrário ele pode perder benefícios. Está liberado das palestras, mas o toxicológico, ele tem que fazer."

Feliz com a liberação, Mario Bittencourt fez questão de elogiar o comportamento de Michael. "Ele se empenhou demais e entendeu que não foi só um trabalho do departamento jurídico, mas de várias áreas do clube. O que a gente sentia nele era ansiedade de poder voltar a jogar porque sabia que ao completar oito meses a gente faria o pedido de homologação daquela decisão, mas o tribunal ainda precisava definir isso. Naturalmente ele ficou ansioso, mas o sentimento agora é de alívio."

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