Após susto, Rogério Ceni diz que dor não preocupa

A torcida recebeu Rogério Ceni como se reverencia o verdadeiro ídolo: com homenagens. "Todos têm goleiros, mas só nós temos Rogério" dizia uma das faixas estendidas nas arquibancadas do Morumbi. No fim do jogo, o jogador se assustou. O capitão colocou a mão no tornozelo esquerdo com dor. Mas não era nada.

GIULIANDER CARPES, Agencia Estado

20 de agosto de 2009 | 00h48

"Enrosquei o pé na grama e dei uma dobradinha. Foi só uma dor local, nada que preocupe", disse o goleiro, tranquilizando o torcedor. "Me senti muito bem. Só tive uma dorzinha muscular, mas isso é normal".

Em campo, o capitão são-paulino não teve tanto trabalho. Sua primeira defesa ocorreu somente aos 40 minutos de jogo, numa cobrança de falta sem muita força de Conca. De volta ao gramado, depois de quatro meses e seis dias de recuperação, o goleiro agradeceu o apoio dos torcedores.

"Ver essa torcida de novo do campo é ótimo. Esse carinho é verdadeiro e recíproco", afirmou Rogério, que recebeu da diretoria uma camisa alusiva à sua volta.

Em alguns lances, a falta de ritmo de jogo chegou a pesar ao experiente goleiro de 36 anos. "Não deveria ter tocado na bola, ia para fora", comentou com o companheiro Rodrigo ao jogar para escanteio uma bola chutada por um adversário.

Em outros, lhe sobrou sorte. No segundo tempo, o zagueiro André Dias cabeceou contra o próprio gol, mas o capitão, que se limitou a observar o rumo da bola, foi salvo pelo travessão. "Goleiro tem de voltar sem tomar gol. O trabalho que tinha de ser feito foi colocado em prática com perfeição", pregou.

DESFALQUE - O meia Hernanes recebeu o terceiro cartão amarelo na partida contra o Fluminense nesta quarta e cumprirá suspensão na próxima partida, contra o Atlético Paranaense, no domingo.

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