Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Após título, Márcio Araújo minimiza gol irregular na final: 'Foi uma surpresa'

Volante do Flamengo entra para a história do clube ao garantir 33.º título estadual com gol impedido

Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2014 | 17h43

RIO - O volante Márcio Araújo chegou ao Flamengo há menos de dois meses e já entrou para a história do clube ao marcar - ainda que em posição de impedimento -, o gol do 33.º título do Campeonato Carioca, na decisão contra o Vasco (1 a 1), realizada no domingo, no Maracanã. Nesta segunda-feira o jogador conversou com a imprensa sobre como foi marcar o gol do título do Carioca, a polêmica sobre o impedimento, e sua chegada ao Flamengo após passar quatro anos no Palmeiras.

PERGUNTA - Lembra do gol? Demorou para a ficha cair?

MÁRCIO ARAÚJO - Ocorreu de uma maneira improvável. Em um lance comum, eu não estaria ali na área. Seria o último a ser escolhido para tentar a cabeçada. Mas, pela necessidade do grupo, na situação que estávamos vivendo naquele momento, eu apostei arriscar, a bola acabou sobrando e eu estava no lugar certo.

PERGUNTA - Quando você ficou sabendo que estava impedido? Você viu o lance depois do jogo?

MÁRCIO ARAÚJO - Logo depois do jogo, um jornalista veio fazer uma pergunta e fez o comentário de que o gol estava impedido. Para mim, foi uma surpresa. Em um lance de escanteio é muito difícil ver o impedimento, principalmente porque a bola não foi direto para mim. Ela bateu na trave antes, então seria muito difícil marcar o impedimento.

PERGUNTA - Acha que o título perde um pouco do peso por o gol ter saído de uma jogada em impedimento?

MÁRCIO ARAÚJO - Não. Ele (auxiliar) poderia ter errado para qualquer lado, como ele foi infeliz em vários lances, (a arbitragem também) em ter dado cartões para nossa equipe, ter dado falta para equipe do Vasco e, para nós, não. Acho que não interferiu em nada.

PERGUNTA - Você imaginava que poderia ser o herói do título?

MÁRCIO ARAÚJO - Principalmente pela minha posição, eu não imaginava ser tão importante.

PERGUNTA - Acha que o título do Campeonato Carioca serve para dar mais tranquilidade para começar bem o Brasileiro?

MÁRCIO ARAÚJO - Em time grande sempre vai existir cobrança. Jogar uma final contra o maior rival depois de ser eliminado numa grande competição (Libertadores), sabia que a responsabilidade seria grande para conquistar esse título. Para dar tranquilidade ao torcedor e começar o Brasileiro bem, sem ter muita cobrança. Quanto a isso, acho que conquistar esse título foi importante, sim.

PERGUNTA - Acha que, com esse gol, a partir de agora, você virou titular absoluto do time?

MÁRCIO ARAÚJO - Não. A gente tem que buscar o nosso espaço. Existe uma concorrência muito grande. Todos aqueles que têm entrado têm que aproveitar a oportunidade. Dar seu máximo. Porque o campeonato (Brasileiro) é longo e o futebol muda muito rápido. Então não podemos nos iludir com o momento que vivemos hoje.

PERGUNTA - Você acha que pode ser um bom substituto para o Elias no Flamengo?

MÁRCIO ARAÚJO - Desde que cheguei aqui colocaram isso como meta para minha carreira. Mas para mim, não. Acho que o Elias é um jogador totalmente diferente daquilo que eu vivo. Marco mais que ele, e ele tem muito mais saída (de bola) que eu, mas vim aqui para buscar o meu espaço. O Elias fez historia no clube, mas já passou. Ele já é jogador do Corinthians. Temos que viver hoje o nosso espaço, o nosso momento.

PERGUNTA - Como foi sua saída do Palmeiras e a chegada ao Flamengo fazendo o gol do título?

MÁRCIO ARAÚJO - O momento que vivi no Palmeiras foi bom. Foram quatro anos de contrato e pude jogar a maior parte do tempo. Fomos campeões da Copa do Brasil, acabamos caindo para a segunda divisão, mas subimos novamente, foi uma parte importante da minha carreira. Hoje, no Flamengo, estou vivendo uma nova história, comecei agora sendo campeão e está sendo muito especial.

PERGUNTA - Tem alguma mágoa do Palmeiras?

MÁRCIO ARAÚJO - Nenhuma. Tenho gratidão. Por tudo que passei lá, pelos torcedores, diretoria, que acreditou em mim e a comissão técnica que tem carinho por mim e demonstra até hoje. Sou muito grato por isso.

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