Após viagem para jogar, Alvaro Pereira ganha 'agrado' e vira capitão

Lateral estava com a seleção uruguaia e adiantou retornou para poder ajudar o São Paulo a se classificar na Copa Sul-Americana

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 09h05

Mesmo em um elenco com Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano, três dos maiores ídolos da história do São Paulo, Alvaro Pereira consegue se destacar no coração são-paulino. O uruguaio, que já deu inúmeras demonstração de comprometimento nesses nove meses de clube, viajou do Omã, no Oriente Médio, para Tegucigalpa, no interior do Chile, para poder jogar contra o Huachipato, quarta à noite, pela Copa Sul-Americana. Foi recompensado recebendo a faixa de capitão, algo raríssimo, uma vez que Rogério Ceni estava em campo.

"Ele é comprometido. A gente tinha muitos problemas na defesa e, por isso, aceitamos que ele viesse para o Chile. Ele mandou uma mensagem todo animado para o Milton Cruz dizendo que estava chegando. Falei: "Vem, gringo (risos)". O Alvaro chegou aqui com muita alegria e comprometimento. Ele tem experiência, pôde ajudar na comunicação com o árbitro e mostrou que é um grande profissional", elogiou Muricy Ramalho.

O uruguaio jogou por sua seleção na segunda-feira contra o Omã, na casa do rival. De Nizwa ele foi para Al Ain e, de lá, para Dubai (ambas cidades dos Emirados Árabes Unidos). Voou para São Paulo e, depois para Santiago. Dormiu na capital chilena de terça para quarta e seguiu até Concepción, onde o São Paulo se concentrou para jogar em Tegucigalpa à noite.

"A alegria de poder rever os meus companheiros não tem preço. E são essas pequenas coisas que me fazem sentir importante no elenco. Isso ficará marcado para sempre. Estava focado em ajudar o time e, felizmente, conseguimos a classificação para as quartas de final", festejou o uruguaio.

Apesar do cansaço, o lateral jogou os 90 minutos e ajudou o São Paulo a atuar todo o segundo tempo com um jogador a menos. Afinal, conforme esperado, o árbitro paraguaio Antonio Arias complicou o time brasileiro, expulsando injustamente o volante Denilson.

"Deixei o Alvaro Pereira ser capitão por duas coisas: primeiro por ser uruguaio e ter o domínio completo do espanhol. Eu já conhecia esse árbitro. E outra porque vejo nele um exemplo de superação e dedicação. Um cara que estava do outro lado do mundo, voltou para jogar e ainda mandou mensagem, feliz, dizendo que estava a caminho. É exemplo e motivo de orgulho para todos nós", elogiou Rogério Ceni.

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