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Henry Romero / Reuters
Henry Romero / Reuters

Após vice-campeonato, Flamengo trata de renovações, reforços e indenizações

Clube tenta manter Jorge Jesus e Gabigol enquanto tem pendências com as famílias das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu

Guilherme Amaro, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2019 | 04h30

Paralelamente à derrota na final do Mundial de Clubes para o Liverpool, o Flamengo já tinha começado a trabalhar para manter a superioridade na próxima temporada. Em relação ao futebol, a principal preocupação da diretoria é a permanência do técnico Jorge Jesus e do artilheiro Gabigol.

As tratativas com Jesus estão avançadas, mas o treinador português sempre falou que ainda analisará outras possibilidades para 2020. O Flamengo ofereceu um novo contrato válido até o fim do ano que vem. A tendência é de que o vínculo seja assinado nos próximos dias.

O caso de Gabriel é mais complicado. O atacante está emprestado pela Inter de Milão e tem desejo de voltar ao futebol europeu. A diretoria rubro-negra diz já ter acertado a compra com o clube italiano e aguarda a resposta do jogador.

Outro destaque da equipe em 2019 que pode sair é o atacante Bruno Henrique. Eleito o craque do Brasileirão, o jogador chama a atenção de clubes estrangeiros e deve receber propostas. O Flamengo, porém, tem um trunfo: a multa rescisória de 30 milhões de euros (quase R$ 140 milhões).

Enquanto trabalha pela manutenção de Jorge Jesus e Gabriel, a diretoria também vai atrás de reforços. Dois jogadores foram contratados: o atacante Pedro Rocha, emprestado pelo Spartak de Moscou, e o zagueiro Gustavo Henrique, que tem vínculo com o Santos até o fim de janeiro e assinará com o clube carioca. O Flamengo ainda analisa o mercado em busca de outros reforços. O clube sondou o volante Wendel, ex-Fluminense e atualmente no Sporting, de Portugal. O também volante Rodrigo Dourado, do Internacional, é opção para o setor. 

Além da parte esportiva, o Flamengo também precisa resolver pendências judiciais com as vítimas da tragédia do Ninho do Urubu. Mais de dez meses depois de o incêndio no centro de treinamentos matar dez garotos das categorias de base e ferir outros três, o clube indenizou apenas três famílias. Os valores das indenizações não foram divulgados por causa de uma cláusula de confidencialidade.

Os acordos foram assinados com parentes de Vitor Isaías, Athila Paixão e Gedson Santos. No caso de Rykelmo Souza, o Flamengo se acertou com o pai do garoto, mas não com a mãe, que já entrou com um processo judicial. As famílias reclamam de omissão do clube.

Em fevereiro, Defensoria Pública do Rio, Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho chamaram o Flamengo para costurar um acordo. No entanto, o clube não concordou com a proposta apresentada pelos órgãos na ação coletiva e passou a negociar individualmente. Assim, a partir do momento que foi estabelecido um parâmetro de indenização com uma família, o clube se fortaleceu para não negociar valores superiores com as demais.

No início de dezembro, a Justiça do Rio de Janeiro determinou o pagamento de pensão mensal de R$ 10 mil às famílias das vítimas. O Flamengo paga, por conta própria, R$ 5 mil por mês de pensão e disse que vai recorrer da decisão da Justiça.

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