Ricardo Saibun/Divulgação
Ricardo Saibun/Divulgação

Santos exalta elenco e minimiza maratona após virar sobre o Inter

Buscando coisas grandes, gaúchos não têm tempo para lamentar

O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2015 | 13h53

Após a quarta partida do Santos às 11h, pelo terceiro domingo seguido, o principal questionamento que paira sobre o time de Dorival Junior é em relação a questão física. Confirmando a classificação na quarta-feira, pela Copa do Brasil, diante do Figueirense, o time alvinegro aumentará a maratona de duas partidas por semana.

Paralelo a isso, o treinador passou a seus atletas a ideia que a partida deste domingo diante do Internacional era uma decisão sobre os objetivos do time na temporada, se continuaria perseguindo o G-4 ou focaria só na Copa do Brasil. Passado o teste, o discurso é força máxima nos dois campeonatos.

"É possível (concorrer nos dois torneios), mas é difícil. Tem que haver muita paciência, descansar bastante, poupar bastante, se recuperar. Mostramos que temos elenco. Hoje o Leandro fez gol e o Nilton entrou e deu passe", exaltou o atacante Gabriel, autor do segundo gol santista.

Lucas Lima, que sofreu demais com a marcação colorada, seguiu o companheiro. Até o início dos outros jogos da rodada, o Santos é o atual quinto colocado na tabela, mas deseja mais. "Queremos primeiro entrar no G-4. Fazer de tudo para entrar e não sair mais. E temos time para os dois torneios."

A preocupação com Brasileirão, Copa do Brasil e condição física dos jogadores foi posta à prova hoje. Na beira do campo após o apito final, Lucas Lima revelou: "senti um desconforto na coxa, mas preferi ficar em campo". Na coletiva de imprensa, Dorival Junior afirmou que perguntava a todo momento sobre a condição do seu camisa 20.

E não deve ter sido fácil para Lucas Lima aguentar em campo, já que foi caçado por diversos defensores colorados. Ainda assim, se movimentou e, como virou costume, foi crucial para vitória santista. "Com a marcação pesada em mim, o Dorival pediu para eu jogar pelas beiradas, para abrir espaço no meio para os outros, como Marquinhos Gabriel e Gabriel. Quando você é muito marcado, seu jogo vira mais de movimentação, para abrir espaço."

Se para o Santos a vitória de virada dá moral à equipe para as duas competições, o Internacional vive situação contrária. O volante Nilton admitiu que a derrota na Vila Belmiro atrapalha um pouco a motivação e a moral do time, que já pensa no Palmeiras, quarta, pela Copa do Brasil. "Não era o que queríamos. Estávamos bem até o 1 a 0, fechando os espaços dos jogadores que poderiam desequilibrar para o Santos. Mas alguns erros aconteceram, erros que podem ser evitados."

"Não temos tempo para lamentar. Não queríamos esse resultado, queremos coisas grandes e a gente sabe que pode ter coisas grandes", completou o volante do Inter.

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