Após vitória, Dunga defende decisão de não testar 'olímpicos'

'Só de fazer um coletivo nessa seleção já vale um jogo ou meio jogo', afirma o técnico da seleção

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2008 | 21h47

Dunga defendeu sua decisão de não testar os jogadores com idade olímpica no amistoso desta quarta-feira contra a Irlanda, e apontou que só de terem ido a Dublin e participado de um coletivo de 40 minutos "já valeu a pena para eles [jogadores]". Para ele, entre apostar na preparação de uma equipe e garantir um resultado em um amistoso, prefere a segunda opção. Veja também: Robinho brilha mais uma vez e Brasil vence a Irlanda Técnico da Irlanda diz que Robinho fez a diferença "Para esses jogadores, só de fazer um coletivo nessa seleção já vale um jogo ou meio jogo", afirmou o treinador, ao ser questionado após a partida sobre o motivo de ter deixado os jogadores no banco. Para Dunga treinar contra jogadores que atuam na Inglaterra, Espanha e Alemanha já garante "maior maturidade" aos atletas com idade olímpica.  "A imprensa tem pressa. Mas nessa fase da vida (desses jogadores) é necessário ir com calma", alegou Dunga, que no dia anterior havia dito que faria o maior número de substituições possíveis.  O treinador confirmou ainda que atua em amistoso pelo resultado, e não com objetivos de testar uma equipe. "Não posso arriscar muito, pois o resultado é sempre importante na seleção", disse.  Para o próximo amistoso, em março contra a Suécia, tudo indica que os jogadores testados não serão muitos. O jogo é ainda comemoração dos 50 anos da conquista da Copa de 1958.  Dunga negou que não tenha aproveitado a partida para fazer testes. Segundo ele, testou Alex ao lado de Luizão na zaga, Júlio Baptista em uma nova posição e Diego atuando desde o início da partida. Entre os jogadores com idade olímpica, só entraram Lucas, Anderson, Rafael Sóbis e Diego. Seis novatos com idade olímpica não foram observados.  Para o jovem goleiro Renan, a convivência com a seleção foi importante. Bobo, que foiconvocado no lugar de Pato, acredita que só de estar no hotel da seleção já foi algo positivo. "Fiz minha parte, estive presente", afirmou.  Lucas entrou por oito minutos. "Foi melhor que nada", disse. Marcelo não escondia que ficou com o pé congelado na lateral do campo esperando ser chamado para entrar, o que nunca ocorreu.  "Foi importante ver como funciona a seleção, conhecer pessoalmente", comentou Hernanes, que admite que ficou com esperança de entrar. Rafinha optou por tentar deixar "uma boa imagem". "Frustração não é a palavra certa, pois somos profissionais. Temos de respeitar e tenho fé que seremos chamados mais uma vez." Para os jogadores, a esperança é de que o desempenho nos seus times contem para as próximas convocações. "O jogador será observado nos clubes", afirmou Anderson. "O desempenho no clube é que vai decidir que irá as Olimpíadas", disse Rafinha. Já os mais experientes tentam garantir uma posição na seleção principal. Esse é o caso de Diego. "Quero jogar e meu próximo objetivo é a seleção A", disse. Ele não deixou de destacar seu entrosamento com Robinho. O autor do gol diz ter se lembrado dos tempos do Santos, quando atuavam juntos. "Não tenho duvida de que vamos nos entender." Após o gol da vitória brasileira, o atacante foi comemorar com os reservas que viajaram até Dublin e não jogaram.

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