Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

Após vitória, Luiz Felipe Scolari e Assunção fazem desabafos

Técnico se irrita com críticas sobre condicionamento físico da equipe, já volante nega falta de empenho do elenco por conta dos atrasos no pagamento de salários

AE, Agência Estado

16 de setembro de 2010 | 09h46

Após o Palmeiras vencer o Grêmio por 2 a 1, no Olímpico, na última quarta-feira à noite, e assumir a décima posição do Campeonato Brasileiro, o técnico Luiz Felipe Scolari e o volante Marcos Assunção, autor do primeiro gol palmeirense, fizeram desabafos contra as críticas sofridas pelo time nos últimos dias.

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O treinador não escondeu a irritação com o fato de a condição física do time palmeirense ter sido apontada como uma das razões para a equipe viver uma fase instável no torneio nacional. "Vi algumas pessoas em São Paulo criticando a parte física da equipe. Não pode criticar sem saber. Em alguns jogos, coloquei uma formação em que exigi muito dos homens de frente e deixei o meio aberto, pois a única alternativa era a vitória. Se não conseguimos, é outra história. O Anselmo (Sbragia, preparador físico) está fazendo um excelente trabalho e a tendência é continuarmos crescendo cada vez mais", afirmou Felipão.

Ao elogiar a atuação do seus jogadores diante dos gremistas, o técnico também minimizou o fato de anteriormente ele ter criticado o desempenho da equipe e cobrado mais empenho dos atletas dentro de campo. "Nosso time esteve completo em todos os sentidos. Quando eu fiz algum tipo de crítica à atuação do meu elenco, era sempre na questão de procurar uma melhora. Nesta noite (de quarta-feira), fomos valentes e tivemos uma atuação respeitável", enfatizou.

Já Marcos Assunção, que fez um golaço de falta que abriu o caminho para a vitória palmeirense, ressaltou que o time não estava deixando de se empenhar em campo em outros duelos por causa de atrasos no pagamento de salários. "Em algumas entrevistas anteriores, sempre deixei muito claro que o fato dos direitos de imagem estarem atrasados não faria com que a gente corresse menos. Somos seres humanos e honramos a camisa de um clube do tamanho do Palmeiras. Isso nunca influenciou, pois quando entramos em campo somos homens para procurar o melhor para a gente e o time", garantiu o jogador, que depois comentou o gol que marcou.

"Eu treinei muito na terça-feira e aproveitei a única falta (sofrida perto da grande área) que tivemos no jogo. Isso é reflexo do que eu faço no dia a dia. Mas não conseguiria nada disso se não fosse a dedicação do grupo. O Ewerthon acreditou em uma bola difícil que originou a falta do gol", enfatizou.

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