Após vitória, são-paulinos torcem contra rivais diretos

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Avaí, neste sábado, no Morumbi, o São Paulo colocou pressão nos líderes do Campeonato Brasileiro. Agora, os são-paulinos vão passar o domingo torcendo por tropeços do líder Palmeiras, que enfrenta o Vitória em Salvador, e do segundo colocado Internacional, que recebe o Cruzeiro em Porto Alegre.

MARCIUS AZEVEDO, Agencia Estado

12 de setembro de 2009 | 21h23

"No ano passado, nós jogamos sempre depois deles. Agora é diferente. São os rivais que estão pressionados para conseguir o resultado. Fizemos a nossa parte hoje [sábado], agora é eles que precisam ganhar", afirmou o zagueiro Miranda, enquanto comemorava a importante vitória são-paulina, que deixou o time na terceira posição, com 43 pontos.

O goleiro Rogério Ceni adotou discurso parecido. "Não podemos fazer outra coisa. Precisamos de um tropeço deles para ultrapassá-los porque estamos atrás", afirmou o capitão são-paulino. "É bom jogar primeiro que os outros porque jogamos sem pressão. É diferente quando você joga com a pressão de vencer para se manter na briga, como foi na semana passada. É claro que Palmeiras e Inter ainda vão jogar, mas a pressão agora é toda deles."

No jogo deste sábado, o São Paulo teve dois tempos distintos. No primeiro, sofreu ameaça do Avaí. E no segundo, dominou as ações, chegando aos dois gols da vitória. "A gente estava distante no primeiro tempo, precisava aproximar mais. Aí, no intervalo, o Ricardo Gomes orientou o time e tivemos sorte de fazer o gol logo no começo do segundo tempo", comentou o meia Jorge Wagner.

"O Ricardo Gomes corrigiu todos os erros e colocamos em prática no segundo tempo e ganhamos", disse Miranda, que esperava ser negociado para o futebol europeu, mas não foi liberado pelo São Paulo. "Estou feliz de ter ficado. Reclamei apenas da maneira como o negócio foi conduzido, mas nunca de ficar aqui."

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