Cesar Greco/Ag. Palmeiras
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Apresentado no Palmeiras, Borja ganha a camisa 12 e sonha com sucesso de Marcos

Número da nova camisa do atacante pertenceu ao goleiro Marcos

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2017 | 11h57

Depois de longa espera e de alterações de programação, finalmente o atacante Miguel Borja foi apresentado pelo Palmeiras, na manhã deste sábado. O colombiano é a contratação mais cara da história do clube, trazido por R$ 33 milhões, e se disse honrado pela chance de vestir a camisa 12. O número pertenceu por anos ao goleiro Marcos, um dos maiores ídolos da equipe, e desde a aposentadoria dele, no fim de 2011, foi poucas vezes utilizado.

"É um número histórico. Um goleiro como o Marcos, tem muita história aqui no Palmeiras, ganhou títulos. Então, é uma camisa abençoada. Sou sortudo por vestir essa camisa. Espero ter sucesso", afirmou o jogador na entrevista coletiva na Academia de Futebol. O número 12 foi utilizado pela última vez na Copa Libertadores do ano passado, por Gabriel Jesus. A competição sul-americana obriga os clubes a inscreverem atletas dentro de uma numeração sequencial de 1 até 30.

Borja desembarcou no Brasil há duas semanas e só foi inscrito no Campeonato Paulista nesta sexta-feira, na vaga de Moisés, lesionado. O colombiano deve estrear na tarde deste sábado pelo Palmeiras, contra a Ferroviária, no Allianz Parque, e teve a presença confirmada no jogo na última hora. O clube chegou a anunciar a lista de relacionados sem o reforço, mas uma hora depois acrescentou o nome dele, no fim da tarde de sexta.

O atacante veio do Atlético Nacional, onde foi campeão da Libertadores no ano passado, e disse ter escolhido o Palmeiras pela oportunidade de atuar no futebol brasileiro. "Foi algo importante quando existiu a possibilidade e o interesse do Palmeiras de saber minha situação. Eu me interessei muito pelo Palmeiras ser tão grande, por ser o maior campeão do país, pela estrutura que tem. Facilitei tudo para que as coisas acontecessem", contou.

O jogador tinha uma proposta do futebol chinês com valores até mais vantajosos. A escolha pelo Palmeiras se baseou também no pedido da família. "Meu filho queria vir para o Brasil. Não sei se era porque quando eu vinha para cá fazia gols e ele via pela televisão. Minha mulher também foi importante. Se eu saísse do Nacional, teria que ser para o Palmeiras", contou Borja, acompanhado na apresentação do filho, Samuel, de três anos.

A estreia de Borja deve ser no segundo tempo do jogo deste sábado. A contratação dele integra o plano do Palmeiras de ganhar o título da Libertadores, título conquistado pelo colombiano no ano passado. O sonho é repetir a conquista. "O Palmeiras é uma família, assim como era o Nacional. Fomos uma família. Aqui me acolheram muito bem todos, me deram as mãos. Acredito que estamos muito perto de conseguir fazer muita história aqui, porque tem muito talento e muita união", explicou.

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