Fabio Leoni / Ponte Press
Fabio Leoni / Ponte Press

Aranha diz que não correu após invasão por 'história na Ponte Preta'

Goleiro afirma que não foi agredido nem ameaçado pelos torcedores

Estadão Conteúdo

30 Novembro 2017 | 20h06

Entre as muitas cenas do último domingo, que marcou o rebaixamento da Ponte Preta no Campeonato Brasileiro, uma chamou a atenção. Com a invasão de alguns torcedores no gramado do estádio Moisés Lucarelli, após o terceiro gol do Vitória, jogadores dos dois times correram para os vestiários, menos o goleiro Aranha. Ele caminhou pelo campo e rapidamente foi cercado por um grupo revoltado pela queda. Nesta quinta-feira, o camisa 1 explicou por que não se exaltou no momento.

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"Já saí em situações piores na rua para conversar, debater. Não corri pela minha história aqui dentro. Não fui agredido nem ameaçado. Ouvi a insatisfação deles pela situação do time. Tem que respeitar. Erraram, mas era o nervosismo pelo rebaixamento", falou o goleiro.

Aranha disse que o clima no vestiário era de decepção com o resultado do jogo e a consequência. A Ponte Preta foi para o intervalo ganhando por 2 a 0, mas com um jogador a menos após a expulsão do zagueiro Rodrigo. Na etapa final, o time de Campinas sofreu a virada. O goleiro, aliás, evitou culpar apenas o defensor pelo rebaixamento.

"Decepção. A equipe se preparou ao máximo para superar as limitações, se dedicou. Demoramos muito para tomar banho, trocar de roupa. Você não quer sair dali, não quer acreditar no que está acontecendo. O ambiente ruim. Quando entrei, o Rodrigo não estava ali. Não dá para colocar a culpa no Rodrigo. Seria injusto. Todo mundo tem sua parcela. Ele errou, mas outros erraram em outros momentos também. Não adianta apontar culpados. Já aconteceu. É trabalhar para o futuro", completou.

O elenco ponte-pretano segue trabalhando visando a despedida da elite. No domingo, às 17 horas, a Ponte Preta cumpre tabela contra o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro.

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