Arbitragem deve colocar discurso em prática, diz Parreira

O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, afirmou nesta terça-feira que espera que os árbitros sigam as determinações da Fifa e punam com rigor a violência durante a Copa do Mundo. "Em todas as Copas se fala isso, mas na hora acaba não sendo implementado. Quero ver os árbitros colocando isso em prática", afirmou o treinador, durante a entrevista coletiva concedida em Königstein.Na segunda-feira, durante encontro dos árbitros com a imprensa, a Fifa anunciou que os juízes estão instruídos a coibir as jogadas violentas, a cera e as comemorações exageradas de gol. "Se isso acontecer o jogo vai ser mais bonito, com mais tempo de bola em jogo", explicou Parreira.O técnico voltou a abordar o assunto violência ao ser perguntado sobre o time da Austrália, que teve um jogador expulso no amistoso do último domingo, contra a Holanda - três holandeses saíram contundidos. "Eles são um time duro, jogam baseados na força física, e nós temos que impor o nosso estilo, que não é esse. E se eles exagerarem, que os árbitros façam a regra ser cumprida", disse o técnico.Parreira afirmou ainda que não chegou a ficar preocupado com a situação de Ronaldo, que foi incomodado por bolhas nos pés durante o amistoso conta a Nova Zelândia, porque foi o tempo todo informado pelo médico José Luiz Runco. "Nós sabíamos que ele estaria perfeitamente em forma, tanto que já treinou", explicou o técnico.Durante a entrevista, vários jornalistas estrangeiros perguntaram a Parreira sua opinião sobre outras seleções, entre eles os adversários do Brasil na primeira fase, o jogo de abertura entre Alemanha e Costa Rica - "A Alemanha é favorita", respondeu - e a Argentina. Nesse último caso, o técnico da seleção disse que incluía o rival sul-americano entre os favoritos ao título e apontou uma vantagem para a seleção de José Pekerman. "A Argentina está quieta, fala-se muito pouco nela. Mas eu sempre a incluí entre as favoritas ao título", disse Parreira.

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