Arbitragem foi desastrosa para o Japão

O árbitro tunisiano Mourad Daami e seu compatriota e auxiliar número 1 Taoufik Adjengui saíram de campo com as orelhas quentes. Ambos foram decisivos no empate de 2 a 2 que classificou o Brasil para pegar a Alemanha na semifinal da Copa das Confederações. O bandeirinha deu impedimento no lance do gol legítimo de Kaji, aos 3 minutos do primeiro tempo, e o juiz ratificou a decisão. Ambos tomaram vaia geral no estádio. Mas essa não foi a única lambança. Os japoneses reclamaram também que os 3 minutos de acréscimo que Daami deu não foram justos. Nas contas de Zico, só com o atendimento de Kawaguchi foram perdidos 4 minutos. O goleiro levou bolada na cara, em chute de Juan, depois de cobrança de escanteio, e demorou para se recuperar. "Além disso, houve seis alterações, que tomaram bom tempo", alegou o treinador, apoiado por seu irmão Edu. "O Japão dominou, nos últimos cinco minutos, e poderia ter vencido", disse o ex-jogador e um dos mentores de Zico, mas que também torce pelo Brasil. "A seleção brasileira é forte, é como os globetrotters", lembrou, ao fazer comparação ao grupo de malabaristas do basquete norte-americano que se exibe pelo mundo. Os japoneses podem apresentar protesto formal, como é praxe em situações como essa. O caso será analisado pela comissão de arbitragem da Fifa e o máximo que pode acontecer é mister Daami ficar um tempo na ?geladeira?, ou seja, não apitar jogos internacionais importantes. Invasões - Um caso a ser analisado pelos organizadores da Copa das Confederações - mas sobretudo de olho no Mundial - são as invasões de gramado. Até agora foram três, sem gravidade, apenas de exibicionistas que quiseram segundos de fama ao abraçar seus ídolos. De qualquer forma, acionaram o sinal de alerta. A segurança tem sido um dos aspectos que os alemães mais prezaram nos preparativos dos dois torneios e certamente provocará reuniões. O primeiro maluco a entrar em campo foi na partida de estréia da Alemanha, contra a Austrália, em Frankfurt, no dia 15. Depois, um torcedor entrou em campo no jogo do Brasil com o México, domingo, em Hannover. Nesta quarta, houve o terceiro caso. Um modismo, mas que pode ter conseqüências graves se alguém decidir fazer protesto em vez de posar ao lado de seus ídolos e ver sua imagem circular pelo mundo.

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