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Árbitro é ameaçado e relata mordida de cão na 2ª divisão do Paulista

Jogo entre Comercial e Flamengo, disputado neste domingo em Ribeirão Preto, teve 15 minutos de acréscimo

Rene Moreira especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2018 | 18h58

Ameaças de torcedores nas ruas e até mordida de cachorro da Polícia Militar em um jogador dentro de campo foram alguns dos problemas relatados pelo árbitro Salim Fende Chavez, que apitou o jogo entre Comercial e Flamengo pela segunda divisão do Campeonato Paulista (equivalente a quarta divisão estadual), no domingo, em Ribeirão Preto.

Ele diz ainda ter sido ameaçado também dentro do vestiário pelo presidente do Flamengo, time da cidade de Guarulhos. A partida valia vaga para a semifinal e foi marcada por lances polêmicos, sendo acrescentados 15 minutos ao fim do tempo normal. O jogo terminou em 1 a 1, resultado que classificou o Comercial. 

O adversário deixou o estádio Palma Travassos reclamando de irregularidade no gol sofrido e de um pênalti que não teria sido marcado a seu favor. Já durante a disputa nas quatro linhas, o árbitro teve muito trabalho para conter os ânimos, tendo voltado atrás em dois lances.

Em um deles, a Polícia Militar precisou entrar em campo para conter atletas do Flamengo após ele validar o gol do Comercial. "Um dos cachorros, de cor preta, mordeu o braço do jogador de número 17", narrou na súmula sobre a intervenção policial.

Desfecho

Em sua página nas redes sociais, o Flamengo falou em "arbitragem tendenciosa", enquanto que o Comercial se isentou de culpa nos problemas relatados e que agora serão objeto de análise na Federação Paulista de Futebol.

 

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