Árbitro Edílson faz delação premiada

O árbitro Edílson Pereira de Carvalho, preso temporariamente sob a acusação por vender resultados de jogos do Brasileiro, do Paulista e Libertadores, aceitou fazer delação premiada, oferecida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Por meio desse recurso, o réu que colabora com investigações pode ter a pena reduzida em até dois terços.?No momento da sentença, se ele for condenado, o juiz decide se aplica ou não a delação premiada?, explicou o promotor José Reinaldo Carneiro, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). ?Os juízes geralmente concedem.?Segundo José Reinaldo Carneiro, o árbitro está resignado com a prisão e colabora com a apuração. ?Foi com a delação premiada que Edílson contou que foi um sócio ou um ex-sócio do árbitro Paulo José Danelon que o colocou no esquema?, afirmou o promotor. ?Danelon é formalmente investigado.?Edílson Pereira Carvalho declarou não ter ganho mais de R$ 40 mil com o esquema. ?Ele disse que ficou sem receber muitas vezes e, em outros casos, tentou fraudar o jogo, mas não conseguiu e não recebeu?, afirmou o promotor. Um dos fracassos teria sido no jogo do Juventude 1 x 4 Figueirense, pelo Campeonato Brasileiro, em que o atacante Edmundo marcou três gols e decidiu o jogo. Agora, segundo o o promotor, o momento é de ?esgotar as informações que ele (Edílson Pereira de Carvalho) tem a fornecer? para depois ampliar a investigação para os demais envolvidos.

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