Árbitro Sálvio Spínola esteve seguro

Sálvio Spínola Fagundes Filho nunca deve ter tido tanto trabalho em uma partida de futebol como na finalíssima do Campeonato Paulista, entre São Paulo e Corinthians, neste sábado no Morumbi. Foram dez cartões amarelos e três vermelhos. Em três minutos, ele mostrou firmeza e não se intimidou com as arquibancadas lotadas para expulsar Reinaldo, do São Paulo, e Kléber, do Corinthians. Após uma falta de Fábio Simplício sobre Jorge Wagner, Reinaldo chutou a bola em cima do meia corintiano, ainda deitado no gramado. Indignados, os corintianos liderados por Vampeta partiram para cima do atacante do São Paulo. Os são-paulinos saíram em defesa do companheiro. De longe, Sálvio apenas observou. Depois de troca de tapas entre Luís Fabiano, Kléber e Vampeta, o juiz chamou Reinaldo e Kléber de lado. Quando parecia que tudo ficaria só na conversa, Sálvio mostrou cartão vermelho para ambos, provando às duas equipes que não suportaria a "catimba". De quebra, Fábio Simplício recebeu o amarelo. A paralisação durou quatro minutos, que ao final do primeiro tempo foram creditados ao tempo regulamentar. Antes da confusão, Sálvio já havia mostrado ao atacante Luís Fabiano que não seria fácil iludi-lo para conseguir um pênalti. Em um contra-ataque rápido do São Paulo, o atacante foi derrubado pelo zagueiro Fábio Luciano e reclamou pênalti. Sálvio não marcou nada e preferiu advertir o jogador sem o cartão. Os 2 a 0 do Corinthians no intervalo poderiam facilitar o trabalho de Sálvio Spínola. Mero engano. O São Paulo voltou mais aceso e o gol nos minutos iniciais esquentou ainda mais o clima entre os jogadores. Os cartões amarelos não pararam de sair. Restando pouco mais de cinco minutos para o término da partida, corretamente, o árbitro expulsou Fábio Simplício após uma cotovelada em Liedson, acabando com um contra-ataque corintiano. Mas a grande polêmica do jogo ficou para o final. No terceiro gol do Corinthians, aos 43, a defesa são-paulina parou pedindo impedimento de Jorge Wagner. Sálvio validou o gol com a ajuda da auxiliar Ana Paula da Silva de Oliveira, acertadamente. No toque de cabeça de Gil, Jorge Wagner estava atrás da linha da bola antes de tocá-la para o gol. Posição legal.

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