Árbitro se atrapalha e Portuguesa leva empate no final contra o Votuporanguense

Com o resultado, a Lusa chega ao quarto jogo sem vitória e está ameaçada de rebaixamento

Estadão Conteúdo

10 de fevereiro de 2018 | 15h22

Com gol de pênalti aos 50 minutos do segundo tempo, o Votuporanguense buscou o empate diante da Portuguesa pelo placar de 2 a 2, em partida realizada neste sábado, no estádio Plínio Marin, em Votuporanga (SP), pela sexta rodada da Série A2 do Campeonato Paulista - a segunda divisão estadual. Fernando e Raul marcaram para a equipe da capital, enquanto que Gabriel e Fio deixaram tudo igual.

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O árbitro Marcio Henrique de Gois teve papel fundamental no empate deste sábado. O juiz marcou um pênalti inexistente para a Portuguesa na primeira etapa e teria compensado no segundo tempo, quando no último minuto de jogo assinalou penalidade máxima para o Votuporanguense sem que houvesse qualquer infração.

Com o resultado, a Portuguesa, que já não vence há quatro jogos e está ameaçada de rebaixamento, soma cinco pontos na tabela de classificação, contra 10 do Votuporanguense. O time de Votuporanga segue brigando por uma vaga no G4 - o grupo de garantidos nas semifinais.

Em situação delicada na competição, a Portuguesa usou uma estratégia cautelosa para surpreender o Votuporanguense. Optou pela marcação pressão e nas saídas em velocidade no contra-ataque. Acabou tendo resultado aos 24 minutos, quando o árbitro assinalou pênalti ao ver um toque de Ricardinho. Fernando deslocou o goleiro e chutou rasteiro para abrir o placar.

Cinco minutos depois, a Portuguesa aproveitou a falha defensiva do time rival para fazer 2 a 0. Luizinho puxou o contra-ataque e acionou Raul. O atacante invadiu a área e tocou na saída de Vitor Prada. Enquanto o time da capital aproveitava as chances que criava, o Votuporanguense tentava colocar a bola no chão para equilibrar as ações.

Aos 32 minutos, Adriano avançou pela esquerda e cruzou. Gabriel tentou cortar, mas acabou jogando contra o próprio gol. E o Votuporanguense só não empatou, na sequência, porque o goleiro João Lopes fez uma defesa milagrosa no arremate à queima-roupa de Adriano Paulista.

No segundo tempo, o Votuporanguense foi com tudo para o ataque em busca do empate. Aos 10 minutos, Adriano Paulista apareceu livre pelo lado direito e chutou cruzado. A bola tinha endereço certo, mas a defesa da Portuguesa se jogou na frente da bola para afastar o perigo.

Era ataque contra defesa em Votuporanga. Apesar de ter a posse de bola, o time da casa não conseguia criar jogadas de perigo e batia no "paredão" formado pela Portuguesa. Nos minutos finais, porém, ocorreu vários lances curiosos marcados por Marcio Henrique de Gois.

Primeiro, o árbitro anotou um tiro livre indireto para o Votuporanguense, pois o goleiro da Portuguesa ultrapassou o tempo permitido para ficar com a bola na mão. Já aos 50, marcou um pênalti após carrinho de Franklin - ele viu toque de mão. Na cobrança, Fio, que não tinha nada com isso, deixou tudo igual.

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