NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Árbitros brasileiros recebem o distintivo da Fifa

Wagner Reway, Wagner Magalhães e Rodolfo Toski são os três novos representantes do País no quadro da entidade

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 20h11

O Brasil terá oficialmente a partir desta quinta-feira três novos árbitros no quadro da Fifa. O carioca Wagner Magalhães, o matogrossense Wagner Reway e o paranaense Rodolfo Toski receberão a insígnia da entidade no encerramento do Programa para Treinamento de Árbitros de Elite, realizado pela CBF no Rio de Janeiro. Eles foram nomeados no início do ano, mas a partir de agora poderão trabalhar efetivamente em partidas internacionais de competições chanceladas pela Fifa.

Os três árbitros substituem Leandro Vuaden, Heber Roberto Lopes e Péricles Bassols, que deixaram os quadros da entidade internacional. Um assistente brasileiro também foi trocado: Eduardo Gonçalves da Cruz se aposentou e deu lugar a Danilo Ricardo Manis.

O Brasil continua a ser representado por 10 árbitros e 10 assistentes na Fifa.

A troca dos árbitros deu-se por vários motivos, de acordo com o tenente-coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF - divisão responsável pelas indicações: "Foram vários critérios. A perspectiva de escalação em partidas internacionais, a idade, a necessidade de renovação dos quadros"', disse.

De fato, os árbitros que passam a fazer parte do grupo da Fifa são bem mais jovens do que os que saem: Magalhães tem 37 anos; Reway, 35; e o paranaense Toski apenas 29. Já Vuaden e Bassols têm 41 anos e Heber, 44.

Os sete árbitros brasileiros que permaneceram nos quadros da entidade internacional são: Anderson Daronco, Raphael Claus, Dewson Freitas, Ricardo Marques Ribeiro, Luiz Flávio de Oliveira, Sandro Meira Ricci e Wilton Pereira Sampaio.

No quadro feminino, ocorreram duas mudanças - são quatro árbitras. Rejane Caetano e Deborah Correa vão substituir Ana Karina Marques e Simone de Paula e Silva.

Treinamento

O programa de treinamento da CBF que está sendo encerrado nesta quinta-feira teve a duração de três dias e reuniu apenas a elite da arbitragem, ou seja, árbitros e auxiliares Fifa. Eles participaram de palestras, análises de vídeos específicos de vários lances, receberam orientações da Escola Nacional de Arbitragem e fizeram trabalho em equipe. "Fechamos o grupo porque todos esses (integrantes dos quadros da Fifa) servem como base para os outros. Base de conduta, na aplicação de regras, dos critérios. Assim, procuramos passar todas as orientações necessárias para um bom trabalho", explicou Marinho.

Entre os temas abordados foi dada ênfase a análise de vídeos referentes a situações polêmicas como mão na bola, impedimento e faltas táticas. A importância de se ter um padrão de arbitragem tambem foi bastante debatida.

No segundo semestre de 2016, Marcos Marinho, em conversa com o Estado, revelou que o objetivo da Comissão de Arbitragem era, a partir deste ano, aumentar a cobrança sobre os árbitros e assistentes. O programa de treinamento da elite faz parte dessa filosofia. "Vamos exigir (dos árbitros) de maneira ainda mais incisiva. A disposição é de premiar a meritocracia", disse.

A comissão da CBF é responsável pela arbitragem das competições que organiza, como os Campeonatos Brasileiros das Séries A a D e a Copa do Brasil.

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